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Após atrasos e polêmicas, prefeitura do Rio entrega Velódromo

Com o acabamento ainda por fazer, a instalação era a última obra do parque olímpico de Jacarepaguá a ser entregue aos organizadores da Rio 2016. Obra teve acréscimo de 20% ao orçamento inicial

Por Da Redação 26 jun 2016, 19h42

A prefeitura do Rio entregou neste domingo o Velódromo Olímpico ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A obra sofreu com atrasos e polêmicas na contratação da construtora e, de um orçamento inicial de 118 milhões de reais, acabou recebendo 143,5 milhões de investimentos.

“O campo de competições para a Olimpíada está extraordinário e vai permitir um alto nível de competições. Eu creio que o Rio de Janeiro terá a partir do fim das Olimpíadas, como legado, um grande equipamento para desenvolver o ciclismo no estado e no Brasil. Fazemos daqui um ponto de referência para o ciclismo de pista em todo o Brasil”, disse Leonardo Picciani, ministro do Esporte, presente ao evento de entrega do Velódromo, que ainda passará por obras de montagem das estrutras temporárias para a realização da competição.

O Velódromo foi a última obra a ser entregue, completando o Parque Olímpico da Barra. O palco das provas de ciclismo e paracilismo de pista recebeu R$ 118,8 milhões do Ministério do Esporte. Neste fim de semana, ciclistas de sete países – Brasil, Suíça, Austrália, Rússia, Japão, China e Hong Kong – realizaram o teste esportivo da pista, que foi aprovado (com ressalvas) por quem a usou. “Temos certeza que este pequeno detalhe estará 100% ajustado para os Jogos. De resto, o equipamento é muito bom para os competidores”, afirmou o campeão mundial Alexander Porter ao falar sobre a poeira sobre as arquibancadas e sobre a pista, o que atrapalhou o teste.

O australiano fará sua primeira participação olímpica aqui no Rio. “Estou muito empolgado para participar. Serão muitas emoções, muitas surpresas. Foi importante estar aqui neste teste, pois poucos puderam participar. Acredito que isso será uma vantagem”, completou. Outro atleta consagrado que elogiou as instalações foi o suíço Gael Suter, já classificado para os Jogos Olímpicos. O ciclista ainda ressaltou que a pista tem tudo para ser muito rápida nos duelos.

Dor de cabeça e sobrepreço – Considerada uma das construções mais difíceis devido à engenharia complexa da pista, a obra do Velódromo foi prejudicada por erros nos projetos básico e executivo, o que culminou no atraso de quatro meses no seu início. Não bastasse isso, a empresa que venceu a licitação está em recuperação judicial e precisou subcontratar outra empreiteira para executar o serviço. Para completar, a Prefeitura do Rio decidiu romper o contrato com a construtora em maio e o caso está na Justiça.

Contratada em fevereiro de 2014, a Tecnosolo questiona o rompimento. A construtora reclama atraso nos repasses da prefeitura – que afirma estar em dia com os pagamentos – e aponta para erros nos projetos básico e executivo. Segundo a empreiteira, os projetos apresentados no momento da assinatura do acordo precisaram ser refeitos sob risco de a obra apresentar “um enorme risco à população”.

A mudança no escopo do contrato e o atraso nas obras obrigou a Prefeitura do Rio a autorizar um aditivo no contrato. Orçado em 118 milhões de reais, o Velódromo teve custo efetivo de 143 milhões, um acréscimo de mais de 20% sobre o valor inicial.

(com Estadão Conteúdo)

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