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Apesar de ‘horário complicado’, Fluminense espera apoio da torcida

Assim que a tabela do Campeonato Brasileiro foi divulgada, a CBF sofreu com uma série de críticas por causa do retorno do horário das 21 horas (de Brasília) de sábado. A entidade justificou usando o fato de estar de olho no mercado asiático. A vítima do próximo fim de semana será o Fluminense, que vai receber a Portuguesa no Estádio Olímpico João Havelange, no Engenhão. A expectativa é de um estádio com poucos torcedores, porém os jogadores preferem acreditar em um quadro diferente.

‘Precisamos do apoio dos torcedores porque é mais um jogo que teremos em casa. Na rodada passada, mesmo jogando no Engenhão, empatamos sem gols com o Internacional, o que não foi um bom resultado. Portanto, apenas a vitória interessa diante da Portuguesa, e o apoio da torcida será muito importante na busca por esse objetivo’, disse o lateral direito Bruno.

O zagueiro Anderson é outro a acreditar que a torcida do Fluminense vai contrariar todas as expectativas e proporcionar um grande público no duelo contra a Portuguesa.

‘Nós temos motivos para acreditar nisso, pois a torcida do Fluminense vem sempre comparecendo e apoiando o time. Acredito que contra a Portuguesa não será diferente, pois todos sabem da importância que esta partida tem para a nossa equipe. A nossa expectativa é a de fazer um grande jogo e para isso precisamos desse incentivo da arquibancada’, disse.

Até o presidente Peter Siemsen comentou sobre a perspectiva de um mau público na partida deste sábado. O dirigente fez críticas ao horário do confronto, mas convocou os torcedores.

‘Trata-se de um horário muito complicado, pois quando você marca uma partida para as 21 horas de sábado está pedindo que o torcedor deixe de sair com a namorada, que abra mão de um jantar legal, de uma ida ao cinema. Enfim, é um complicador muito grande. Mas como isso não se pode mudar agora, precisamos pedir o apoio da torcida, já que é uma partida muito importante para o Fluminense. Espero que os familiares dos torcedores entendam’, disse Peter Siemsen.

Apesar das esperanças dos jogadores e dos dirigentes, o Flu não tem números muito expressivos neste Campeonato Brasileiro para acreditar na presença dos torcedores no Engenhão. No sábado passado, 5.728 tricolores pagaram para ver o jogo contra o Internacional. Já o empate por 2 a 2 com o Figueirense foi presenciado por 5.594 torcedores.

Desfalquese retorno de Valencia – Para a partida contra a Portuguesa, o Fluminense luta para recuperar o atacante Wellington Nem, com dores no joelho direito. Mesmo que ele esteja em campo, a lista de lesionados do Tricolor segue grande e inclui o zagueiro Leandro Euzébio, que vem sofrendo com dores por conta de uma hérnia de disco, o volante Diguinho, com entorse no tornozelo esquerdo, o meia Thiago Neves, que se submeteu a uma artroscopia no joelho esquerdo, e os atacantes Rafael Sobis, com lesão na coxa direita, e Rafael Moura, com dores no tornozelo direito.

A boa notícia fica com o possível retorno do volante Valencia, que se recupera de uma lesão no músculo da coxa direita. O colombiano voltou aos treinos no início da semana e dev ser relacionado, iniciando o confronto no banco de reservas, já que ainda não suporta noventa minutos. Nesta quinta-feira o elenco vai treinar na parte da tarde nas Laranjeiras.

Fabinho é vendido – Fora de campo, o clube acertou a venda dos direitos federativos do lateral direito Fabinho para o Rio Ave, de Portugal, por R$ 2 milhões. O jogador, que nunca chegou a passar para os profissionais, foi contratado para as categorias de base, a custo zero, no ano passado, após se destacar pelo Paulínia-SP. Segundo a diretoria, o valor será investido em obras de melhorias no centro de treinamento de Xerém, na Baixada Fluminense, onde se encontram as categorias de base do Tricolor. Outro fator levado em consideração, além do aspecto financeiro, foi que a base do Fluminense já conta com dois promissores laterais direitos: Wallace e Igor Julião.