Apesar de atentados, COI confia em Olimpíada segura

Presidente do Comitê Olímpico lamenta ataques terroristas na Rússia, mas diz acreditar na segurança dos atletas durante os Jogos de Inverno em Sochi

Por Da Redação - 31 dez 2013, 06h22

Os dois atentados terroristas que atingiram a Rússia nos últimos dias, matando 33 pessoas, não abalaram a confiança do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que o país conseguirá realizar uma Olimpíada de Inverno segura. Os Jogos acontecem na cidade de Sochi, em fevereiro.

Apesar de nenhum grupo ter assumido a autoria dos atentados, as explosões acontecem meses depois das ameaças de um líder rebelde checheno de atacar alvos civis na Rússia.

Em uma mensagem enviada ao presidente russo Vladimir Putin, o presidente do COI, Thomas Bach, ofereceu as condolências pelos ataques contra uma estação de trem e um ônibus em Volgogrado. “Todo o Movimento Olímpico se une em condenar completamente esse ato covarde”, afirmou. Bach disse ainda estar certo de que tudo será feito para garantir a segurança dos atletas e de todos os participantes no evento. “Lamentavelmente, o terrorismo é uma doença global, mas ela nunca pode triunfar”, afirmou.

Enquanto isso, o diretor do Comitê Olímpico da Rússia, Alexander Zhukov, defendeu que não há necessidade de medidas extras para garantir a segurança em Sochi, uma vez que “todo o necessário já foi feito”.

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Insegurança – Quem não demonstrou a mesma confiança do presidente do COI foi o seu vice, John Coates, que também é diretor do Comitê Olímpico da Austrália. Coates garantiu que o seu país tomará precauções adicionais na Rússia, como restringir viagens somente a aviões. “Nenhum de nossos atletas viajará para ou de Sochi por carro, ônibus ou trem; ninguém treinará ou competirá fora de Sochi e ninguém continuará em qualquer outro lugar da Rússia após os jogos”, afirmou.

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