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Aos 49 anos, Holyfield quer título no Brasil para encerrar carreira

Ainda em atividade mesmo aos 49 anos, o boxeador Evander Holyfield finalmente está pensando em se aposentar dos ringues. E para fechar a sua brilhante carreira com chave de ouro, ele pretende conquistar o título unificado dos pesos pesados em uma luta que pretende realizar no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, no próximo mês de dezembro.

O adversário da luta do norte-americano no Brasil, no entanto, ainda não tem adversário definido, desde que a última luta marcada por ele, contra o russo Alexander Povetkin, de 32 anos, que é o atual campeão da Associação Mundial de Boxe (WBA, em inglês), foi cancelada por questões econômicas.

Holyfield já foi quatro vezes campeão mundial (em 1990, 1993, 1996 e 2000). Foi, ainda campeão unificado em 1991 e 1992. Com seus títulos desta categoria completando 20 anos, o boxeador norte-americano quer conseguir mais um cinturão antes de deixar o esporte – ainda que sua rotina indique que dificilmente ele faça isso.

Em entrevista publicada no diário francês ‘L’Equipe’, Evander revelou ter uma rotina mais dura que a de muitos atletas que têm a metade da sua idade. ‘Me levanto todos os dias às 4h da manhã’, afirmou o boxeador, que lê a Bíblia e medita por uma hora e meia, toma o café da manhã, e em seguida treina por mais uma hora e meia, ‘visando não perder massa muscular’.

A parte surpreendente da entrevista foi quando ele afirmou que é capaz de vencer os irmãos Klitschko. Campeões mundiais das várias organizações mundiais de boxe, eles apenas escolheriam lutas fáceis para não colocar os títulos em risco, e ganhar mais dinheiro.

‘Para ambos (Vitaly e Wladimir), a maior questão é ver onde eles podem ganhar mais dinheiro. Mas eles não irão receber a maior quantia contra lutadores do segundo escalão, mas sim contra mim, porque eu sou o maior peso-pesado em atividade. Mas eles não querem correr riscos’, afirmou.

Por fim, ele afirmou mais uma vez ter perdoado a ?mordida’ que levou de Mike Tyson no fatídico embate dos dois em 1997. ‘Ele estava perdendo e ser desqualificado era o único jeito que ele tinha de não sair derrotado do combate’, argumentou.