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Ao salvar show, Anderson reforça status de herói do UFC

Num passado recente, muita gente acreditava que Jon Jones roubaria lugar do brasileiro como maior astro da franquia. Mas Anderson está cada vez mais forte

Por Davi Correia 13 set 2012, 10h12

Hoje, Anderson está por cima, mas nem sempre o brasileiro teve tanto prestígio com Dana White. O enorme retorno financeiro que o brasileiro dá ao UFC, porém, fez o dirigente apontá-lo como o grande ícone da franquia

Anderson Silva, campeão dos médios do UFC e um dos maiores lutadores da história do MMA, é o queridinho de Dana White, o presidente da franquia, há muitos anos. Não porque são grandes amigos, diga-se – as lutas do brasileiro costumam render muito dinheiro, através dos pacotes de pay-per-view e da venda de ingressos para arenas sempre lotadas. No ano passado, porém, Anderson ganhou um forte concorrente na preferência dos organizadores do torneio: Jon Jones, que venceu Maurício Shogun e garantiu o título dos meio-pesados. Jovem, talentoso e carismático, o americano de 25 anos tinha tudo para virar o astro principal do UFC, o rosto da franquia nos EUA e no mundo. No mês passado, no entanto, Jones teve seu prestígio arranhado: se desentendeu com Dana White ao recusar uma luta contra Chael Sonnen no UFC 151 e perdeu pontos com o mandachuva do torneio. Embalado pela vitória arrasadora contra Sonnen, Anderson e se ofereceu para lutar no evento e resolver o problema, mas surgiu a alternativa de escalar Vitor Belfort para pegar Jones. Nesta semana, Anderson voltou a se oferecer para socorrer Dana White – com a ausência de José Aldo, machucado, no terceiro UFC Rio, em outubro, o brasileiro aceitou o convite para subir temporariamente para a categoria meio-pesado e enfrentar o americano Stephan Bonnar. Nunca o brasileiro, consolidado como grande herói do UFC, esteve tão bem cotado entre os donos da franquia.

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Quem venceria um duelo entre Jon Jones e Anderson Silva? E uma luta entre o Spider e Georges St-Pierre? Faça a simulação dos combates e saiba quem tem mais chances. Acesse o infográfico e confira as notas dos lutadores

Jon Jones é apontado como um dos lutadores mais promissores do UFC e Dana White não esconde sua admiração pelo americano, considerado um dos grandes talentos do MMA na atualidade. Com 24 anos, foi o mais novo a ganhar um cinturão (Belfort foi campeão com 19, mas o sistema de disputa era diferente). Os jornais americanos sempre colocaram Jon Jones colado a Anderson Silva nos rankings de melhores lutadores peso-por-peso do UFC – e Dana White costumava aprovar essas comparações, já se preparando para o momento em que Anderson se despedir do octógono. Quando Jones recusou a luta contra Sonnen no UFC 151 (depois de Dan Henderson anunciou que estava machucado), o UFC sofreu um duro golpe. Em seus onze anos na presidência do torneio, foi a primeira vez que Dana White teve de cancelar um evento, amargando um prejuízo milionário. Os organizadores do evento não gostaram e criticaram abertamente o lutador e sua equipe. Nesta semana, o presidente do UFC avisou que pretende ter uma conversa cara a cara com Jones em Toronto, local da luta entre o americano e Belfort. Leia também:

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‘É difícil fazer algo acontecer aqui no Brasil’, diz Dana White Recompensa – Hoje, Anderson está por cima, mas nem sempre o brasileiro teve tanto prestígio com Dana White. Em 2010, o presidente do UFC não gostou da atuação do Spider contra Demian Maia, quando Anderson menosprezou o adversário dentro do octógono. O chefão da franquia se recusou a colocar o cinturão no campeão dos médios. O enorme retorno financeiro que o brasileiro ofereceu ao UFC, porém, fez Dana White apontá-lo como o grande ícone da franquia. A entrada de última hora no card do UFC Rio não foi a primeira vez que Anderson deu uma bela ajuda ao dirigente. No início deste ano, estava tudo certo para ele enfrentar Chael Sonnen no Brasil, possivelmente em um estádio de futebol em São Paulo ou Rio de Janeiro. Anderson sonhava com essa noite. Mas Dana White optou por levar a luta por Las Vegas, contra a vontade do brasileiro. Depois de muita conversa – e de um aumento generoso em seu pagamento pela luta -, Anderson aceitou o confronto nos Estados Unidos. Nesta semana, com as lesões de José Aldo e Rampage Jackson, a terceira noitada do UFC no Rio caminhava para o fracasso, mas Anderson Silva resolveu a encrenca de Dana White mais uma vez. E a recompensa poderá vir na próxima negociação de contrato – Anderson deverá cobrar caro para acertar uma extensão de sua permanência na franquia.

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