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Antigos campeões de RG reverenciam Guga e apostam em Bellucci

Por Da Redação 11 ago 2011, 01h49

A dimensão dos feitos de Gustavo Kuerten em Roland Garros e seu carisma podem ser medidos pela reverência de antigos campeões do torneio. Astros como o russo Yevgeny Kafelnikov e o espanhol Carlos Moyá, dois ex-líderes do ranking mundial, reverenciam o brasileiro. Assim como o equatoriano Andrés Gomez, que aposta no sucesso do jovem Thomaz Bellucci.

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‘O Guga é uma pessoa fantástica. Desde que ele entrou no circuito, tivemos algumas grandes batalhas na nossa carreira. Eu não posso dizer nada além de boas palavras sobre o Guga. Ele foi um grande competidor e uma grande pessoa dentro e fora da quadra’, disse Kafelnikov à GE.Net na etapa de São Paulo do Circuito de Veteranos da ATP.

Em duplas, o russo conquistou as edições de 1996, 1997 e 2002 de Roland Garros. Em simples, foi campeão em 1996, um ano antes do primeiro título de Guga. Ele acumulou mais de US$ 23 milhões em prêmios durante a carreira e assumiu a liderança do ranking mundial em 1999.

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Yevgeny Kafelnikov é um dos adversários mais significativos do brasileiro. Ele eliminou o russo no caminho para seus quatro mais importantes títulos: Roland Garros-1997, 2000 e 2001, além da Masters Cup-2000. Na edição de 2010 da Semana Guga Kuerten, ambos se encontraram novamente para uma exibição.

Dez anos depois do último encontro com o brasileiro em Roland Garros, o russo ainda se recorda do embate. ‘Eu me lembro bem. Como de costume, o Guga jogou muito bem naquela edição de Roland Garros e ganhou de mim nas quartas de final’, disse. Em 12 jogos contra Kafelnikov, ele venceu sete.

Um dos poucos que conseguiu quebrar a hegemonia de Guga na França entre 1997 e 2001 foi o espanhol Carlos Moyá. Ele venceu a edição de 1998 de Roland Garros e, no ano seguinte, assumiu a liderança do ranking mundial. No total, faturou 20 títulos de simples.’O Guga foi muito importante para o tênis e tenho muitas lembranças dos jogos contra ele. Eu consegui ganhar algumas vezes, mas ele venceu a maioria. Ele foi revolucionário para o tênis na América Latina e uma pessoa muito importante por seu carisma’, disse o espanhol, que perdeu cinco de oito partidas contra o brasileiro.

No Masters 1.000 de Madri, Moyá teve a chance de ver Thomaz Bellucci em ação. Em sua melhor campanha em torneios do nível, o brasileiro treinado por Larri Passos, ex-técnico de Guga, venceu o escocês Andy Murray e o tcheco Tomas Berdych, dois top 10, antes de cair diante do sérvio Novak Djokovic na semifinal.

‘Se ele mantiver essa consistência, pode chegar muito longe, ele tem jogo para isso. A potência dos golpes dele me impressionou. Saca bem e é canhoto’, afirmou o espanhol, que destacou o atual técnico de Bellucci. ‘O Larri tem a experiência de já ter levado um jogador ao topo e isso é importante’, completou.

Gustavo Kuerten e Andrés Gomez são os únicos tenistas da América do Sul e não argentinos que já conquistaram títulos de Grand Slam em simples. O equatoriano, campeão de Roland Garros-1990, foi top 10 em simples e liderou o ranking de duplas, já que faturou Roland Garros-1988 e o Aberto dos Estados Unidos-1986.

‘Eu gosto muito dele. Conheço bem o Bellucci, porque ele jogou ainda como juvenil no Equador. Nessa época, eu já percebi que era um jogador com muito talento, mas tem que aprender mais a jogar como canhoto. Ele tem apenas 23 anos e está ganhando experiência’, encerrou Gomez, também canhoto.

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