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Antes da partida, protestos devem tomar conta de Salvador

Forte esquema de segurança cerca Arena Fonte Nova; grupos estão divididos

Por Davi Correia, de Salvador 22 jun 2013, 10h47

Os organizadores alegam que os movimentos são pacíficos, mas vários pontos da cidade ficaram destruídos. Era possível encontrar pontos de ônibus depredados, entradas de agências bancárias com vidros quebrados e placas de sinalização jogadas pelas ruas

A passagem da seleção brasileira já foi cercada por protestos em Brasília e Fortaleza – e o cenário não deverá ser diferente em Salvador, neste sábado, quando o Brasil enfrenta a Itália, às 16 horas (de Brasília), na Arena Fonte Nova. Vários manifestantes prometem esquecer o futebol e tomar as ruas da cidade para exibir suas reivindicações. O Movimento Passe Livre, depois de anunciar nesta sexta-feira que não convocaria mais protestos, mudou de opinião e agendou uma passeata, para meio-dia, no Campo Grande – o protesto deve seguir até o Iguatemi, sem passar pela Fonte Nova. Por outro lado, outras manifestações, que estão sendo organizadas em vários locais de Salvador, anunciaram sua tentativa de chegar até o estádio. Os manifestantes estão divididos: muitos que participaram dos outros atos nas ruas da cidade decidiram ficar em casa porque acham que atrapalhar a chegada das pessoas ao estádio dará a impressão de que o objetivo dos protestos é só provocar confusão. Além disso, acreditam que a chance de confronto com a polícia aumenta muito por causa do forte esquema de segurança ao redor do estádio.

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Desde a manhã deste sábado, a polícia já cercava os arredores da arena; até as 10 horas, a situação estava tranquila, com um pequeno número de manifestantes – pacíficos – espalhados pelas vias de acesso ao estádio. Na quinta, vários protestos tomaram conta das principais vias de Salvador. Manifestantes marcharam na Barra, Ondina e Campo Grande. Alguns chegaram a sentar na Avenida Antônio Carlos Magalhães, perto do shopping Iguatemi. Os organizadores alegam que os movimentos são pacíficos, mas vários pontos da cidade ficaram destruídos. Era possível encontrar pontos de ônibus depredados, entradas de agências bancárias com vidros quebrados e placas de sinalização jogadas pelas ruas. No decorrer da sexta, o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto admitiu em entrevista que Salvador não se preparou como deveria para receber a Copa das Confederações. “A Prefeitura recebeu um cardápio de obrigações, cujos montantes comprometeriam o orçamento do município”, tentou explicar ACM Neto. “Só no que se refere ao plano de mobilidade, teríamos que gastar mais de 170 milhões de reais. Enxugamos tudo, estamos gastando apenas o essencial.”

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