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Anderson Silva: “A luta já não é mais meu carro-chefe, é um hobby”

O brasileiro de 46 anos também aderiu à onda do boxe

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 18 jun 2021, 10h47 - Publicado em 18 jun 2021, 06h00

O brasileiro Anderson Silva, 46 anos, também aderiu à onda do boxe. Neste sábado, 19, em Guadalajara, no México, ele desafiará o pugilista local Julio César Chávez Jr. Em entrevista a VEJA, o ex-campeão do UFC falou sobre a nova empreitada.

O que o levou ao boxe após tantas vitórias no MMA? Dinheiro? Não. A luta já não é mais meu carro-chefe, é um hobby. Só quero aproveitar os momentos. Meu objetivo é envelhecer com saúde e seguir fazendo o que amo.

Com a entrada de celebridades, a chamada nobre arte não está ficando menos nobre? Não acredito nisso. O mundo está passando por mudanças radicais. É preciso respeitar o esporte e suas lendas, mas vejo como uma nova era do entretenimento. Na Roma Antiga já era assim com os gladiadores. Todo mundo gosta de ver grandes embates entre pessoas conhecidas.

Você enfrentaria uma celebridade? Não sei. Meu foco é essa luta, depois vejo o que faço. É um passo de cada vez.

Seus últimos anos foram marcados por lesões, doping e derrotas. Há algum arrependimento? De jeito nenhum. O doping foi um momento duro, mas minha inocência foi comprovada. Lesões e derrotas fazem parte da profissão. Não faria nada diferente, sou feliz e orgulhoso de minha história. O Brasil tem essa coisa, parece que o ídolo tem de morrer para ser respeitado. É algo cultural.

Publicado em VEJA de 23 de junho de 2021, edição nº 2743

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