Ancelotti não revela escalação, mas indica possibilidade de Neymar entrar contra Japão
Treinador diz que camisa 10 pode jogar por mais tempo do que em partida contra Escócia
Carlo Ancelotti manteve em segredo a escalação da seleção brasileira para o jogo contra o Japão nesta segunda, 29, às 14h (horário de Brasília), no estádio de Houston, nos Estados Unidos. A partida válida pela fase eliminatória de 16 avos de final pode ser a primeira em que o treinador repete uma escalação em dois jogos consecutivos, mas ele não confirmou a informação.
Em entrevista coletiva, o italiano bem-humorado disse aos jornalistas: “Não quero dar a escalação porque não quero que vocês fiquem tranquilos demais. Eu vou pensar na escalação perfeita para amanhã. Se eu der a escalação agora, vocês ficam tranquilos e só penso eu, e vocês tem que pensar também.”
Apesar de não confirmar os onze iniciais, Ancelotti elogiou a mobilidade de Matheus Cunha nas vitória contra o Haiti e a Escócia:
“É verdade que a posição do Cunha no último jogo nos deu vantagem porque é uma posição que não é tão bem definida no campo. Acho que é muito importante mudar de posição para não dar muita referência para a equipe rival. Creio que os três, Bruno, Paquetá e Matheus [Cunha], fizeram bem nos últimos dois jogos neste aspecto.”
Sobre Neymar, o treinador afirmou que o camisa 10 pode ter mais minutos em campo de acordo com o contexto da partida. “Ele está evoluindo muito bem, está progredindo. Na última semana ele progrediu muito, uma pena que ele não podia treinar todo o tempo que esteve com com nós. Ele pode jogar mais de 15 minutos obviamente, está muito bem, depende muito do contexto do jogo e da evolução do jogo de amanhã.”
Questionado se, na época de jogador, dormiria bem não sabendo se seria titular ou não em uma partida decisiva, Ancelotti novamente respondeu com bom-humor. “Eu dormiria tranquilamente”, afirmou o italiano que arrancou risadas na sala de conferência.
“Você pensa que o jogador não dorme bem? Habitualmente, o jogador que vai jogar sabe, é o jogador que não vai jogar que não sabe, mas o jogador que vai jogar sabe que vai jogar. É uma conversa individual, mas o jogador dorme bem. Dorme muito bem, melhor que um treinador”, concluiu.
EM UM SÓ LUGAR






