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Amigo de Kempes, Barcos ainda tem suas primeiras lições de Palmeiras

Por Da Redação 30 mar 2012, 08h00

A passagem do argentino Hernán Barcos pelo Palmeiras está só no começo, mas o jogador já virou candidato a ídolo da torcida alviverde. Autor de nove gols pelo clube, o Pirata também tem suas primeiras lições sobre a história do Verdão, ainda cometendo alguns deslizes.

Amigo do ex-atacante argentino Mario Kempes, pois nasceu na mesma cidade (Bell Ville) que o campeão mundial, Barcos ainda se confunde sobre o ano da conquista do maior título da história alviverde, a Copa Libertadores da América, mas acredita que o mais importante para se tornar ídolo é conquistar um título.

Com contrato de três temporadas no Verdão, Barcos também não foi levado pela diretoria para conhecer o Palestra Itália, que está em reformas. Mesmo assim, o atacante avisa que terá a oportunidade de jogar na casa palmeirense, além de sonhar em defender a seleção do Equador na Copa do Mundo de 2014, depois de terminar seu processo de naturalização.

Nesta entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.Net, o atacante explica ter percebido que a rivalidade com o Corinthians é a maior do clube.

Gazeta Esportiva.Net: Antes de vir ao Brasil, você tinha também proposta melhor dos Emirados Árabes. Qual foi o motivo de ter optado pelo Palmeiras, mesmo depois do ano ruim do clube em 2011?

Barcos: Era um grande desafio para mim. Quando eu soube do Palmeiras, não pude deixar passar a oportunidade. Trabalhei muito para chegar aqui.

GE.Net: Mas você ouviu sobre os problemas da saída do Kleber e da briga do João Vitor com torcedores?

Barcos: Sim, mas são coisas que podem acontecer em qualquer clube. O jogador é uma pessoa pública e está exposto a todo esse tipo de coisa.

GE.Net: Com você, a relação é a melhor possível. Como sente o tratamento da torcida?

Barcos: Para mim, é muito lindo que a torcida me trate dessa maneira. Tenho que aproveitar e desfrutar desse tipo de coisa.GE.Net: Você já comemorava como Pirata no Equador?

Barcos: Não, foi uma ideia que surgiu aqui. O apelido vem de lá por causa do barco, diziam que era barco pirata. Foi isso.

GE.Net: Antes de você acertar, o Roberto Frizzo falou que o Palmeiras não era marinha para ter Barcos. Como a brincadeira chegou a você?

Barcos: Chegou da mesma forma como saiu daqui, mas fiquei tranquilo, porque sabia que eu estava agindo corretamente e o Palmeiras também. O Frizzo não me conhecia e eu tinha a proposta nas mãos, o que era importante. Eu não era mentiroso. Quando cheguei aqui, ele me tratou muito bem e não tivemos problema nunca.

GE.Net: Você procura saber da história do Palmeiras?

Barcos: Escuto constantemente sobre a história do Palmeiras.

GE.Net: Alguns torcedores o comparam ao Evair. Você o viu jogar?

Barcos: Não me lembro dele, mas todo mundo fala muito bem. Já ouvi coisas muito positivas. É bom que me comparem a uma pessoa como ele.

GE.Net: Recebeu alguma informação sobre o estádio Palestra Itália?

Barcos: Não me falaram tanto, mas seguramente ficará muito lindo. Tenho vontade de jogar lá, vou ter a possibilidade.

GE.Net: Quando foi a primeira vez que você ouviu falar do Palmeiras?

Barcos: Quando era criança, já ouvia falar do Palmeiras, via jogar e achava lindo.

GE.Net: E teve a Libertadores…

Barcos: A Libertadores de 1998.

GE.Net: De 1999…

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Barcos: Isso, de 1999.

GE.Net: Você não se considera um ídolo do Palmeiras?

Barcos: Falta muito. Para ser um ídolo, preciso conseguir alguma coisa importante para o clube. Depois disso, seguramente serei um. Mas, por hoje, só tenho que trabalhar.

GE.Net: Depois de ter empatado um clássico contra o São Paulo e perdido outro para o Corinthians, você vê rivalidade maior contra um dos dois?

Barcos: Todo clássico é importante, nós vivemos os dois. Mas a rivalidade contra o Corinthians realmente é falada pelas pessoas. A gente sente isso dentro do campo também. Mas é melhor não se meter muito nisso porque podemos começar a brigar, o que não ajuda.GE.Net: Como foi seu começo no futebol? Teve uma longa passagem pelo Racing…

Barcos: Depois que saí da minha cidade, Bell Ville, eu cheguei criança ao Racing e fiquei quatro anos nas divisões inferiores. Depois, joguei algumas partidas no profissional, antes de ir ao Paraguai (Guaraní).

GE.Net: Bell Ville é também a cidade do ex-atacante Mário Kempes, campeão mundial pela Argentina em 1978. Vocês se conhecem?

Barcos: Sim, tenho relação com ele. Para minha cidade, é o melhor jogador de todos os tempos. Eu o conheço desde pequeno, porque ele era amigo da minha família.

GE.Net: Você acha que tem alguma semelhança com ele? Conversaram depois de ter vindo ao Palmeiras?

Barcos: Não. Ele era um jogador totalmente diferente, muito importante e por isso conquistou o que conquistou. Não nos falamos mais, só quando estava na LDU.

GE.Net: Você torcia por algum time na Argentina?

Barcos: Era normal que fosse pelo Racing, por ter começado a jogar lá. Mas depois não tive um clube. Sigo muito futebol, mas não tenho um para o qual torça.

GE.Net: Ficou chateado por não ter recebido grandes chances no futebol de seu País?

Barcos: Claro que não, estou muito tranquilo. Não tenho nada a mostrar para a Argentina. As coisas aconteceram bem fora e estou muito contente com isso.

GE.Net: Como está o processo de naturalização para o Equador?

Barcos: Está encaminhada, estou esperando que fique tudo pronto. Fico um pouco ansioso para que isso saia.

GE.Net: Pensa em ser o atacante do Equador na Copa do Mundo de 2014 no Brasil?

Barcos: Seria um sonho para qualquer jogador de futebol.

GE.Net: Houve aquela brincadeira de um repórter na entrevista que você não gostou. Mas o Maikon Leite também brinca bastante com você. Você conversou com ele sobre isso?

Barcos: Com o Maikon sempre me dei bem. Brincadeira com respeito entre companheiros não tem problema. Mas, se é um jornalista que não conheço, não me parece sério porque respeito a todo mundo e gosto que me respeitem.

GE.Net: Você já falou sobre o churrasco que faz no Brasil. É churrasco brasileiro ou argentino?

Barcos: Argentino. (risos) De tudo um pouco. Fiz um em que estava um amigo policial, que levou um palmeirense. Foi nesse dia que ouvi mais da rivalidade com o Corinthians.

GE.Net: Você teve passagem também pela China. Chegou a comer carne de cachorro?

Barcos: Comia muita coisa, carne, mas não sei o que era (risos).

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