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Surto de Covid assola Mundial de handebol e gera dúvidas para Olimpíada

Ao todo, três seleções já desistiram do torneio; Brasil se classificou, sem vencer, com três atletas e cinco membros da comissão técnica infectados

Por Da Redação Atualizado em 21 jan 2021, 12h35 - Publicado em 21 jan 2021, 12h16

A atual edição do Mundial masculino de handebol, iniciada no último dia 15 janeiro, no Egito, atingiu balanço negativo relacionado ao número de casos e surtos de Covid-19. Além do Brasil, Suécia, Hungria, Tunísia, Polônia, Catar, Dinamarca, Eslovênia também colecionam problemas relacionados à pandemia.

Maior torneio internacional dos esportes olímpicos organizado durante o período, ao menos um terço das 32 seleções previstas no torneio já foram prejudicadas pela doença – o número total de casos não foi fornecido por todas as federações. O Comitê Olímpico Internacional (COI) acompanha a competição como uma espécie de evento-teste para a Olimpíada de Tóquio, prevista para o segundo semestre de 2021.

Pelo regulamento inicial, 32 equipes foram divididas em oito grupos. Antes mesmo do início, duas delas anunciaram desistência: República Tcheca e Estados Unidos. Macedônia e Suíça foram convidadas para o lugar.

O Brasil ficou no grupo B, se classificou sem vencer nenhuma partida (dois empates e uma derrota), e foi prejudicado por um surto que impediu que fizesse jogos preparatórios. Ao todo, são três jogadores infectados – o goleiro Leonardo Terçariol, o lateral esquerdo Thiagus Petrus e o ponta esquerdo Felipe Borges –, além de cinco membros da comissão técnica, incluindo o técnico Marcus Tatá.

No último dia 18, a Federação Internacional de Handebol (IHF, sigla em inglês) anunciou a desistência da seleção de Cabo Verde. Devido a um surto, os africanos ficaram com apenas nove atletas aptos a jogo, um abaixo do número mínimo previsto pelo regulamento da competição, que exige dez. A delegação contava com 15 jogadores, mas quatro foram diagnosticado com Covid-19 logo na chegada ao Egito.

A bolha inspirada no protocolo elaborado pela NBA, que destinou hotéis exclusivamente para delegações, tem recebido seguidas críticas de atletas e participantes do torneio. A maior parte dos casos foi diagnosticado às vésperas do início da competição ou na chegada ao Egito. Os organizadores o evento ainda previam arquibancadas com 20% de ocupação, possibilidade vetada após manifestações contrárias de atletas.

O presidente do COI, Thomas Bach, deve ir ao Egito para observar a organização do evento. Na Olimpíada são previstos mais de 11.000 atletas competindo em três semanas.

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