Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Alessandro herda braçadeira após polêmica de Chicão e ‘repete’ Neto

Por Da Redação 4 dez 2011, 18h37

O Corinthians ganhou neste domingo a quinta taça do Campeonato Brasileiro, porém apenas pela segunda vez a equipe contou com capitão nascido no País em uma campanha vencedora: enquanto no primeiro título, em 1990, Neto foi quem levantou o troféu, desta vez Alessandro usou a braçadeira. Nas outras três conquistas nacionais do clube (98, 99 e 2005), os capitães foram todos estrangeiros: o zagueiro paraguaio Gamarra, o volante colombiano Rincón e por fim o atacante argentino Tevez, respectivamente.

Alessandro assumiu a tarja a poucas rodadas do fim da competição de 2011. Ela pertencia anteriormente a Chicão, mas o zagueiro perdeu a condição de capitão juntamente com a titularidade. Após falhar em alguns jogos especialmente em bolas aéreas, ele não recebeu bem a informação de quer seria reserva diante do São Paulo, em partida da 25rodada, e pediu dispensa do clássico. A atitude fez com que Chicão caísse em desgosto por parte do grupo. O volante Ralf disse à época que ele havia sido desrespeitoso não apenas com os colegas de elenco, mas também com a comissão técnica e a diretoria do clube.Depois do episódio polêmico, Chicão ficou afastado e teve nova chance como titular uma vez, quando a nova dupla de zaga titular (Paulo André e Leandro Castán) cumpria suspensão. Mas, para o técnico Tite, o camisa 3 nunca deixou de ser capitão. Ou melhor: todos do time foram capitães em algum momento do campeonato. ‘Capitão é Chicão, é Alessandro, Danilo, Paulo André… Não gosto de limitar isso. Se dependesse de mim, não botava tarja nenhuma, porque cada jogador traz um pouquinho disso. Dividimos as responsabilidades’, dizia o comandante.

Primeiro capitão campeão brasileiro, Neto diverge de Tite. O ex-jogador entende que a faixa no braço faz diferença, ainda que o Corinthians tenha conseguido superar o vazio de um líder nato. ‘Não é só levantar troféu. Quando a torcida ia cobrar os jogadores, eu ficava de frente. Quando o time estava em fase difícil, para renovar contrato ou influenciar de certa forma no grupo, eu era líder. Capitão é para isto: brigar pelos jogadores, pelo time, para discutir, prestar atenção no que o treinador fala e cobrar dos outros em campo’, defende o atualmente comentarista esportivo.

O que transformou Alessandro em líder foi o tempo de casa. Ao lado de Chicão e do atacante Jorge Henrique, ele é remanescente da era Mano Menezes e portanto um dos mais antigos do grupo. Assim que o lateral herdou a braçadeira, foi notável sua vontade de comandar. À beira do gramado, repassando instruções de Tite, ele ainda reafirmou o apelido de ‘guerreiro’, talvez até exagerando em algumas partidas – foi expulso diante do Internacional por uma entrada dura no adversário e ficou sujeito a novo cartão vermelho na antepenúltima rodada, quando não deixou barato para os atacantes do Atlético-MG. Mas, mesmo encerrando a temporada com a tarja, ele não tem a capitania garantida a partir de 2012. Para Neto, nem há bons candidatos à função. ‘O time atual não tem um ídolo. Ídolo, ídolo mesmo, não tem nenhum. O único que tem condição de ser capitão do time, com o decorrer do tempo, é o Alex’, conclui o xodó da torcida corintiana.

GAMARRA MINIMIZA BRAÇADEIRA

‘Acho que não ter capitão definido não atrapalha. Quando fui capitão, a única diferença era a faixa mesmo, porque não mudava nada para mim. Eu tinha a braçadeira, mas isso não mudava nada. Muitas vezes, o treinador dá a braçadeira para aquele jogador que tem mais personalidade ou condição mesmo de levar o time junto consigo’.

RINCÓN DESTACA RESPONSABILIDADE

‘É um compromisso muito grande ser capitão do Corinthians. Chama-se uma responsabilidade que talvez só você consiga chamar. Para mim, foi até fácil, por conta do meu temperamento. É uma forma de você comandar o time, logicamente com ajuda dos companheiros, e conseguir título. Levantar um troféu no Corinthians é algo bastante significativo’.

Continua após a publicidade
Publicidade