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Alemanha vai suar muito; Uruguai sofrerá choque térmico

Honduras começa no Sul e termina na Amazônia - e franceses vão do RS à BA

Por Giancarlo Lepiani, da Costa do Sauípe 6 dez 2013, 15h44

O Uruguai começa em Fortaleza, desce para São Paulo e depois volta para o Nordeste, fechando a fase em Natal. No Grupo E, a França sai de Porto Alegre para jogar em Salvador num intervalo de apenas cinco dias

A preocupação das seleções envolvidas no sorteio dos grupos da Copa do Mundo, nesta sexta-feira, não se limitava aos adversários da primeira fase e às longas distâncias entre as sedes. Muita gente também estava temerosa com os termômetros: algumas das vagas nos oito grupos do Mundial deverão submeter as equipes a temperaturas bastante elevadas – ou, em outra possibilidade bastante prejudicial, a variações climáticas radicais. Quem mais saiu perdendo na definição das chaves, na Costa do Sauípe, foi quem parou no grupo G: as seleções da Alemanha (com jogos em Salvador, Fortaleza e Recife) e Estados Unidos (Natal, Manaus e Recife) vão suar muito – literalmente – para avançar à fase eliminatória. As outras equipes da chave, Portugal e Gana, também enfrentarão temperaturas bastante altas (Salvador, Manaus e Brasília e Natal, Fortaleza e Brasília, respectivamente). Outras seleções que passarão toda a primeira parte da competição em cidades quentes são a Suíça, que sairá do inverno para jogar em Brasília, Salvador e Manaus, e duas integrantes do Grupo C: o Japão, com partidas em Recife, Natal e Cuiabá, e a Costa do Marfim, em Recife, Brasília e Fortaleza – nesse último caso, um prejuízo menor, já que os atletas estão mais acostumados a altas temperaturas.

Mas não é só o calor que preocupa as equipes da Copa. Outras seleções ficaram com tabelas complicadas por causa das fortes variações de temperatura num curto período. A Croácia vai abrir o Mundial contra o Brasil em São Paulo e viajar logo em seguida para Manaus. O Uruguai começa em Fortaleza, desce para São Paulo e depois volta para o Nordeste, fechando a fase em Natal. No Grupo E, a França sai de Porto Alegre para jogar em Salvador num intervalo de apenas cinco dias, enquanto o time de Honduras faz dois jogos no frio de Porto Alegre e Curitiba e em seguida cruza o país para decidir seu futuro na competição no meio da Floresta Amazônica. Assim como na comparação entre as distâncias percorridas pelos times, a Bélgica foi a grande beneficiada também na questão climática: jogará entre Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, sem variações tão radicais nem temperaturas extremas. Sua adversária na estreia, a Argélia, também jogará sob condições bastante razoáveis, em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba – sendo que, em seus dois compromissos no frio gaúcho e paranaense, entrará em campo sob a luz do dia, antes que as temperaturas fiquem tão baixas. Ainda assim, pode acabar sendo uma inusitada desvantagem: essa vaga tão cobiçada na tabela, por não expor os atletas ao calor, pode acabar sendo ruim para os argelinos, que se arriscam a ter problemas com o frio no Brasil.

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