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Além do Atlético-MG, Cruzeiro terá de combater o cansaço

Duas vezes vice da Copa do Brasil, técnico Marcelo Oliveira busca sua primeira taça, mas diz que time terá de driblar desgaste físico na reta final da temporada

Por Da Redação - 6 nov 2014, 08h10

“Todos precisam ser destacados depois de uma partida assim. Eles merecem muito, porque acreditaram”, disse Marcelo Oliveira

Em quatro anos, são três finais de Copa do Brasil. Depois de dois vices com o Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira acha que chegou a hora de enfim conquistar seu primeiro título na competição. O treinador voltou a garantir um lugar na decisão ao levar o Cruzeiro à classificação sobre o Santos, na noite de quarta-feira, depois de um empate por 3 a 3 na Vila Belmiro. O adversário da final será o Atlético-MG – clube onde Marcelo foi um grande ídolo -, num aguardadíssimo clássico mineiro. “Construímos algo muito importante ao longo do ano e isso está muito próximo de se concretizar. São as conquistas que vão colocar o time na história”, disse o treinador, que já prevê um clássico muito parelho contra o maior rival. O técnico cruzeirense sabe, porém, que o cansaço vai jogar contra seu time na final. “No ano passado nós disputamos 63 jogos. Neste ano, vamos jogar 73. São dez jogos a mais. Precisamos cuidar dessas questões e por isso eventualmente estou poupando um ou outro”, comentou o treinador, que não utilizou o lateral Mayke no jogo em Santos.

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Marcelo lamentou dois momentos de apagão da equipe que resultaram em gols do Santos e quase complicaram o Cruzeiro. “Tivemos duas desatenções no inicio do jogo. Eles fizeram o primeiro gol com um minuto e meio e isso deu muita força e muito gás. O segundo gol do adversário saiu aos 44 minutos do primeiro tempo e aquele era o momento de prender um pouco a bola, de fazer o resultado. Acabamos dando mais oxigênio ao adversário”, avaliou. Na entrevista coletiva depois da partida, Marcelo Oliveira elogiou bastante o meia-atacante Willian, que marcou dois gols e, assim como na partida de ida, foi decisivo no resultado. “Inegavelmente foi uma atuação excepcional do Willian. Ele já nos ajudou muito no ano passado, e é sempre muito eficiente taticamente. Mas contra o Santos ele extrapolou. Funcionou bem do início ao fim e deu ao time a condição de buscar a classificação.” Os elogios do técnico, porém, não se limitaram a Willian: “Todos precisam ser destacados depois de uma partida assim. Eles merecem muito, porque acreditaram.”

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‘Baque’ – Entre os santistas, era impossível esconder o desânimo depois do resultado de quarta. Os jogadores ficaram muito abatidos com a eliminação, já que ela deve significar um fim de ano melancólico – a Copa do Brasil era a chance de fechar a temporada com um título e com uma vaga na Libertadores do ano que vem. A decepção foi ainda maior porque o time chegou a fazer um placar que o interessava, 3 a 1, antes de levar o empate. “Se o Santos tivesse se classificado teria sido muito justo também”, disse o técnico Enderson Moreira. “Fosse outra equipe, teria sentido o baque ao tomar o terceiro gol nosso e não teria forças para reagir como o Cruzeiro reagiu”, completou ele, elogiando o adversário. Depois do quinto jogo sem vitória, Enderson mostrou estar preparado para uma possível demissão em caso de tropeço diante do Corinthians, no fim de semana, no Itaquerão. “O treinador é um permanente interino. Se eu permanecer, pretendo formar um time mais forte para o ano que vem. Pressão vai existir sempre, porque o torcedor quer vitórias.”

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)

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