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Aldo também minimiza atraso – e defende jeitinho brasileiro

Depois de presidente da CBF e do COL, que disse na quarta que país não está fora dos prazos para 2014, ministro do Esporte também garante estar tranquilo

Por Da Redação 22 mar 2012, 10h05

“O brasileiro tem um jeito próprio de organizar e sempre entrega o que precisa”, garantiu o ministro

A pouco mais de dois anos da Copa do Mundo no Brasil, nenhum estádio está nem perto de ter suas obras concluídas. Também não há projetos de infraestrutura cujo cronograma de obras esteja adiantado. Falta até mesmo a aprovação da legislação exigida pela Fifa para realizar o Mundial no país. Ainda assim, a avaliação do governo, da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) não tem espaço para preocupação: para eles, o país não está atrasado nos preparativos para 2014. Na quarta-feira, o presidente da CBF e do COL, José Maria Marin, visitou o Congresso e se disse tranquilo com os prazos das obras. Nesta quinta – menos de uma semana depois da reunião de emergência entre a Fifa e o Brasil (nas fotos acima) -, foi a vez do representante do governo, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que também minimizou os temores sobre o risco de o Brasil não cumprir os prazos para as obras.

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O ministro afirmou que o país tem uma maneira “própria” de organizar eventos, mas que entrega o que é necessário. Aldo também disse haver um prazo mais elástico para aprovar a Lei Geral da Copa e que não há problema se a Câmara não votar o projeto neste mês de março. As declarações foram feitas num programa de notícias do próprio governo. “O brasileiro tem um jeito próprio de organizar e sempre entrega o que precisa”, garantiu o ministro. Ele comparou a preparação da Copa a um desfile de Carnaval. “Quem acompanha a preparação de um desfile de escola de samba acha que aquilo não vai sair, mas todo ano acontece e é um evento de referência.” Sobre a Lei Geral da Copa, Aldo disse que há um prazo amplo para a votação do texto.

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O ministro do Esporte prometeu que as garantias dadas pelo governo brasileiro serão cumpridas. “Esse atraso não vai comprometer o calendário. São compromissos e garantias que podem ter um prazo mais elástico, mas as garantias já foram dadas”. O ministro voltou a defender sua interpretação de que os estados e municípios não precisarão alterar legislações que proíbem a venda de bebidas alcoólicas nos estádios caso a Lei Geral da Copa seja aprovada apenas com a suspensão do artigo do Estatuto do Torcedor que trata do tema. Admitiu, porém, que existem visões diferentes da sua sobre o tema. “Não é uma interpretação única.” Aldo reconheceu que apenas o governo federal assinou a garantia sobre a proibição da venda de bebidas, mas disse que o acordo é “extensivo” a estados e municípios. E disse que o compromisso é trabalhar para modificar a legislação que proíbe a venda.

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José Maria Marin passou bem por sua primeira experiência em Brasília. Deputados que estiveram com Marin ontem no Congresso avaliaram que a conversa não foi das piores. Em relação aos velhos tempos de Ricardo Teixeira, Marin só deixou a desejar em um ponto, ao aparecer de mãos vazias na Câmara. As excelências esperavam os mimos da CBF como camisas da seleção, presente recorrente nos tempos de Teixeira.

(Com Agência Estado)

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