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Ainda abalada, seleção volta a campo em busca da honra

Jogo pelo terceiro lugar, neste sábado, em Brasília, contra Holanda, serve como uma tentativa de amenizar as lembranças negativas deixadas pela queda em BH

Por Giancarlo Lepiani - 12 jul 2014, 08h42

“O que tentamos nos últimos dias foi recuperar a parte psicológica, trabalhando de forma que os jogadores tivessem a perspectiva de jogar contra a Holanda como se fosse nosso sonho principal na Copa”, disse Felipão

No fim de uma campanha marcada pela pressão e pela instabilidade emocional, a seleção brasileira espera entrar em campo mais leve neste sábado, contra a Holanda, em Brasília, na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo. Ainda que a partida não atraia a mesma mobilização do torcedor local, a equipe espera amenizar um pouco a impressão negativa deixada na fatídica semifinal contra a Alemanha. Os jogadores e o técnico Luiz Felipe Scolari sabem que o bronze não vai apagar a goleada sofrida diante dos alemães no Mineirão. Fazer uma partida digna, porém, seria uma forma de fechar a participação no Mundial com um modesto prêmio de consolação – e, como já não existe grande expectativa por parte do torcedor, Felipão acredita que a equipe terá como render mais no Estádio Nacional Mané Garrincha. “Não estamos mais nervosos, porque o objetivo principal já não é possível”, disse ele na sexta-feira.

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De acordo com o treinador, os últimos dias foram difíceis para o grupo. “E provavelmente isso será difícil para o resto das nossas vidas, já que essa derrota será relembrada por muito tempo por todos”, lamentou. “O que tentamos nos últimos dias foi recuperar a parte psicológica, trabalhando de forma que os jogadores tivessem a perspectiva de jogar contra a Holanda como se fosse nosso sonho principal na Copa. A situação é horrível, mas acho que já a revertemos em 75%”, calculou Scolari. “Trabalharemos até a manhã do jogo para entrarmos em campo com condições e perspectiva de conseguir o terceiro lugar e dar pelo menos uma pequena alegria ao povo.” Felipão voltou a dizer que não se arrepende de ter estabelecido o título como única meta de sua equipe no Mundial. “Precisava passar uma mensagem de otimismo ao nosso povo e à nossa torcida. Não podia dizer que ficar entre os quatro estava bom.”

O técnico também procurou defender a campanha, mesmo admitindo a decepção de estar fora da decisão de domingo, no Maracanã. “O que me interessava era chegar à final. Não cheguei. Estou em débito com quem me deu confiança. Mas não vejo a eliminação como negativa, a não ser pelo resultado catastrófico de 7 a 1. Se fosse 1 a 0, não seria catastrófico, mas teríamos perdido igual. No final, podemos estar mal pelo resultado, mas, se examinarmos bem as coisas, chegar entre os quatro não é o fim do mundo como algumas pessoas estão falando.”

O técnico, que não revelou seu time para a partida derradeira contra a Holanda, confirmou apenas que colocará em campo um time diferente. “Vou mexer em uma ou duas posições. Temos atletas que jogaram pouco ou nem jogaram.” É possível que os atacantes Fred e Hulk sejam trocados por Jô e Willian. No meio, Fernandinho pode devolver a vaga de titular a Paulinho.

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