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Aidar demite Juvenal – que acha que o sucessor é ‘maluco’

Presidente do São Paulo tirou antecessor da diretoria das categorias de base. O ex-presidente reagiu afirmando que Aidar o traiu e 'vai acabar com o São Paulo'

Por Da Redação - 15 set 2014, 18h58

“Eu disse para ele: ‘Carlos Miguel, você está fazendo um tratamento de beleza e acho que os remédios estão afetando seus neurônios'”, afirmou Juvenal

A briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. O presidente do São Paulo resolveu demitir seu antecessor, que ocupava um cargo na diretoria das categorias de base. Além disso, ele afastou Marcos Tadeu Novais e José Geraldo Oliveira, homens de confiança do ex-presidente, que controlavam o CT de Cotia. A demissão aconteceu no início da tarde desta segunda-feira, provocando um bate-boca entre os dois cartolas. Pessoas presentes ao encontro confirmaram que o tom foi ríspido de ambos os lados e cercado de muita tensão. Inconformado com a demissão, Juvenal não poupou críticas ao sucessor, para quem fez campanha, e disse que Aidar caminha para destruir o clube.

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“O Carlos Miguel é um predador que vai acabar com o São Paulo. Ele está demitindo todo mundo como um maluco e eu disse isso para ele. A traição é um processo terrível do ser humano e ele está traindo todos aqueles que o apoiaram”, disparou Juvenal. Aidar foi alçado à presidência com enorme apoio de Juvenal, que achou que o atual presidente – que já tinha comandado o clube entre 1984 e 1988 – seria um nome de consenso para agrupar a situação, fragilizada por causa do fim de gestão turbulento que quase culminou com a queda do São Paulo para a Série B do Brasileiro, no ano passado. Juvenal lembra que o time que está em segundo lugar no Campeonato Brasileiro foi montado pela gestão passada.

“O Kaká caiu do céu e o Alan Kardec ele contratou com o dinheiro que deixei para ele em caixa, o mesmo dinheiro que ele dizia não ter. Sabe por que está tudo lindo para ele? Porque o time que nós montamos está ganhando”, criticou. O ex-presidente foi além e disse que o rompimento com o antigo aliado e agora desafeto tem como único objetivo a aprovação do projeto para a cobertura do Morumbi, que não saiu do papel graças ao bloqueio da oposição no dia da eleição – com boicote oposicionista, o Conselho Deliberativo não atingiu quórum de 75% necessário para a aprovação. “Agora ele quer aprovar um projeto que ninguém sabe qual é, quem são as empresas, quanto custa, nada! E quer fazer isso com maioria simples, querem aprovar um pacote fantasma. Eu disse para ele: ‘Carlos Miguel, você está fazendo um tratamento de beleza e acho que os remédios estão afetando seus neurônios'”, disse Juvenal.

“Ele é capaz até de demitir o Muricy, porque o Muricy não aceita aquele monte de jogadores que o Carlos Miguel tenta empurrar. Lá dentro todo mundo sabe que ele é assim, por isso é bem capaz que uma hora ele demita o Muricy. Ele é um maluco”, continuou o ex-presidente. Nesta segunda-feira, Aidar divulgou um comunicado que selou a saída de Juvenal Juvêncio do São Paulo. “Comunico o fim da colaboração do Dr. Juvenal Juvêncio na diretoria por mim presidida. O São Paulo Futebol Clube reconhece a importante contribuição que Juvenal sempre deu ao clube, primeiro como diretor, depois como presidente e por último como diretor novamente”, diz a nota. “Neste momento em que o São Paulo Futebol Clube trilha novos caminhos, agradeço pessoalmente o empenho de Juvenal durante tantos anos e presto minha homenagem a esse grande são-paulino”, encerra o comunicado divulgado por Aidar.

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(Com Estadão Conteúdo)

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