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Afeganistão está fora da Paralimpíada após Talibã tomar o poder

Comitê Paralímpico Internacional informou que fechamento dos aeroportos impedirá a presença dos dois paratletas do país; evento começa dia 24 em Tóquio

Por Da Redação Atualizado em 16 ago 2021, 10h29 - Publicado em 16 ago 2021, 10h28

O Comitê Paralímpico Internacional (CPI) anunciou nesta segunda-feira, 16, que a equipe do Afeganistão não poderá participar nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que começam no próximo dia 24, devido à tensão política no país. No último domingo, 15, o grupo fundamentalista Talibã adentrou a capital Cabul, tomando de assalto o Palácio Presidencial, depois que o presidente afegão, Ashraf Ghani, fugiu rumo ao Uzbequistão.

O porta-voz do CPI, Craig Spence, afirmou nesta segunda que “devido à situação muito grave do país, todos os aeroportos estão fechados e será impossível viajar a Tóquio”.  “Esperamos que a equipe e sua comissão técnica estejam seguros durante este período difícil”, completou a porta-voz da entidade presidida pelo brasileiro Andrew Parsons.

Apenas dois atletas integravam a delegação afegã: Zakia Khudadadi e Hossain Rasouli, ambos do taekwondo. Khudadadi, de 23 anos, seria a primeira mulher a representar o Afeganistão em uma Paralimpíada, um feito que seria ainda mais relevante pelo fato de o Talibã ser contrário a presença de mulheres na escola, no mercado de trabalho e em atividades esportivas.

  • Arian Sadiqi, que seria o chefe da delegação afegã em Tóquio, confirmou a situação em uma postagem no Twitter. “Era um sonho para o Comitê Paralímpico do Afeganistão comparecer aos Jogos Olímpicos, mas nas atuais circunstâncias, se tornou praticamente impossível. Rezem por nós”, escreveu.

    Nesta segunda, cenas de desespero e aflição foram registradas em Cabul quando milhares de pessoas seguiram ao aeroporto local para tentar fugir do país. A multidão no Aeroporto Internacional Hamid Karzai causou tumulto e pelo menos cinco pessoas morreram.

    Em meio à crise, os Estados Unidos aprovaram o envio de reforços militares ao país para auxiliar na segurança do aeroporto internacional de Cabul e na evacuação do pessoal da embaixada dos EUA e dos afegãos que estão deixando o país.

     

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