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Abalado, Camilo chora e lamenta primeira Olimpíada sem medalha

Por Da Redação 1 ago 2012, 14h08

Prata nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 e bronze na edição de Pequim-2008, o brasileiro Tiago Camilo perdeu a disputa pelo terceiro lugar em Londres na categoria até 90kg na tarde desta quarta-feira. Abalado, ele chorou e lamentou a experiência inédita de sair do evento sem um prêmio.

‘É um momento de muita tristeza. Batalhei muito para chegar bem aqui. Fui até a semifinal, com boas chances de final’, afirmou o atleta, com os olhos voltados para o chão e a voz trêmula, depois de passar pela zona de entrevistas chorando. ‘Como sempre ganhei medalha nas Olimpíadas, a sensação está sendo dura’, completou.

Uma das principais esperanças de medalha do Brasil em Londres, Camilo perdeu na semifinal para o sul-coreano Dae-Nam Song, que na decisão ganhou o ouro sobre o cubano Asley Gonzalez. Na disputa pelo terceiro lugar, o judoca brasileiro caiu diante do Ilias Iliadis.

‘Contra o coreano, foi uma luta dura e acabei errando. Contra o grego, foi bem equilibrado, truncando e a diferença foi a punição. Fico satisfeito por ter dado o meu máximo. Consegui fazer uma boa preparação e cheguei sem lesões. Mas não tem o que fazer. A medalha foi embora e fico bastante triste por não ter conseguido’, disse.

Um dos esportes mais prolíficos para o Brasil na história dos Jogos Olímpicos, o judô foi apontado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como ‘carro-chefe’ em Londres. De acordo com o experiente Tiago Camilo, 30 anos, a expectativa criada não o prejudicou.

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‘Eu sempre gostei de Olimpíada. Quando você tem prazer e uma vontade grande de lutar uma competição, não há pressão, mas sim vontade de conquistar. Todo mundo vai cobrar, isso é normal no esporte. A partir do momento em que você chega a um patamar, as pessoas vão cobrar. O atleta deve estar preparado para isso’, afirmou.

De acordo com Ney Wilson, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a decepção de Leandro Guilheiro, líder do ranking mundial, na terça-feira influenciou no clima da Seleção. Camilo, por sua vez, garantiu que não se deixa contaminar por qualquer fator externo.

‘Nessas horas, sou bem egoísta com aquilo que eu quero. Você tem que se blindar e não deixar que nada te atrapalhe. Foi minha terceira Olimpíada e não posso falar que senti a pressão, porque não foi novidade disputar uma medalha em Olimpíada. Lutei com toda minha vontade e não desisti até o final’, declarou.

Questionado se pretende seguir a caminhada até os Jogos do Rio de Janeiro-2016, quando completará 34 anos, Tiago Camilo respondeu afirmativamente, mas antes falou em tomar decisões importantes depois de assimilar o resultado da competição disputada na Inglaterra.

‘Eu amo o judô. Tenho prazer de treinar, de lutar, de representar o Brasil. É um orgulho muito grande disputar minha terceira Olimpíada e por pouco a terceira medalha não veio. Agora, é bola pra frente. Levantar a cabeça, descansar e depois tomar as decisões corretas’, disse.

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