A única seleção que enfrentou as duas finalistas na Copa — e não perdeu
Seleção estreante deu trabalho para Espanha na fase de grupos e forçou prorrogação contra Argentina
E então restaram duas. Espanha e Argentina disputam neste domingo, 19, às 16h (horário de Brasília) a final da Copa do Mundo 2026. Cada seleção chega para a partida com estilo de jogo próprio, seus protagonistas ilustres e campanhas históricas até aqui. Mas no caminho até a decisão, ambas tiveram um adversário em comum que deu trabalho para as finalistas: Cabo Verde.
A seleção estreante fez valer a vaga no maior Mundial de todos os tempos. Logo na estreia, mostrou seu cartão de visitas para o mundo, ou melhor, para a Espanha. Com uma atuação de destaque do goleiro cabo-verdiano Vozinha, a La Roja ficou no 0 a 0 com a adversária.
A troca de passes espanhola não impressionou e, o mais importante, não furou a defesa adversária. A imprensa espanhola descreveu como um “fiasco” a atuação da equipe europeia.
Já Cabo Verde seguiu mostrando que não foi ao Mundial a passeio. Na segunda rodada, marcou seus primeiros gols no torneio no empate em 2 a 2 com o Uruguai. Chegou a ficar na frente do placar com gol de Kevin Pina, levou a virada dos sul-americanos, mas buscou o segundo gol com Helio Varela. Na última rodada, ficou em novo empate sem gols com a Arábia Saudita e conquistou a classificação direta para o mata-mata na segunda colocação.
A adversária da fase de 16 avos de final foi logo a campeã mundial: Argentina. O gol de Messi aos 30 minutos parecia encerrar o sonho cabo-verdiano. No entanto, a seleção africana voltou melhor que a adversária no segundo tempo, e Deroy Duarte marcou o gol de empate.
Cabo Verde resistiu, em nova boa atuação da sua defesa, e levou a partida para a prorrogação. Lisandro Martínez colocou a atual campeã na frente do placar no início do tempo extra. Porém, o lateral Sidny Lopes Cabra renovou a esperança cabo-verdiana com um forte candidato a gol mais bonito do torneio.
Eventualmente, a Albiceleste fez o gol decisivo com uma dose de sorte. Cuti Romero desviou um escanteio e a bola ainda esbarrou em Diney Borges antes de morrer no fundo da rede para classificar a Argentina e encerrar a campanha cabo-verdiana no Mundial.
Apesar da derrota e da eliminação, foi uma saída mais do que honrosa, digna de uma recepção calorosa dos torcedores na volta para o arquipélago na costa africana. E com a decisão entre Espanha e Argentina, Cabo Verde soma a chancela de surpresa da Copa a de “campeão moral”, afinal não perdeu (no tempo regulamentar) para as finalistas do Mundial.
EM UM SÓ LUGAR







