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A um ano da Copa, apenas 3 seleções já estão garantidas na Rússia

Brasil, Irã e a seleção anfitriã já estão no Mundial. Países tradicionais, como Argentina, Holanda e Portugal correm riscos de não ir à Rússia

Por Da redação Atualizado em 14 jun 2017, 13h11 - Publicado em 14 jun 2017, 10h09

A exatamente um ano da abertura da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o panorama das seleções participantes já começa a se definir. A realização de partidas na data Fifa dos últimos dias aumentou para três o número de equipes já classificadas para o Mundial: a anfitriã Rússia, o Brasil e agora o Irã. Ao mesmo tempo, reduziu a chance para outras candidatas. Restam apenas quatro jogos das Eliminatórias para cada um dos países conseguirem confirmar presença sem a necessidade de uma repescagem.

Três meses depois de o Brasil de Tite garantir vaga, o Irã também se classificou nesta semana. A equipe do Oriente Médio se destacou nas Eliminatórias Asiáticas ao ser a única participante ainda invicta e pela primeira vez vai disputar duas Copas consecutivas. Assim como em 2014, no Brasil, o elenco será conduzido pelo treinador português Carlos Queiroz, ex-Real Madrid.

  • O México é o país mais perto de se juntar à Rússia, Brasil e Irã na condição de classificados para o Mundial. A seleção dirigida pelo ex-técnico do São Paulo, o colombiano Juan Carlos Osorio, deve se garantir em setembro. Outros com chance de comemorar a vaga na mesma ocasião são Polônia e Alemanha.

    As próximas quatro partidas para os continentes serão no fim de agosto, no começo de setembro e no início de outubro, exceto para a Oceania, onde serão mais duas rodadas de Eliminatórias. Em meados de outubro, mais 23 participantes já estarão garantidos e os demais virão das repescagens. Os europeus disputam entre si mais quatro vagas. Os dois postos restantes sairão do confronto entre um representante da América do Sul contra um da Oceania e da disputa entre uma equipe da América Central contra outra da Ásia.

    A Copa do Mundo vai ficar mais desenhada a partir de novembro, quando todas as partidas das Eliminatórias terminam. No começo do mês seguinte, em Moscou, a Fifa fará o sorteio dos grupos. Já está determinado que a Rússia vai fazer o jogo de abertura em 14 de junho de 2018 no estádio Luzhniki, na capital, mesmo palco da decisão, no dia 15 de julho.

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    Potências em risco

    Os astros da equipe holandesa: Robin Van Persie, Arjen Robben e Wesley Sneijder antes do jogo contra o Uruguai
    Holanda corre risco de não ir à Rússia Jamie McDonald/Getty Images/VEJA

    As Eliminatórias mais disputadas do mundo, as da Europa, apresentam seleções tradicionais no sufoco até agora. A Holanda, por exemplo, estaria atualmente fora até mesmo de ter uma nova chance de classificação pela repescagem – está atrás de Suécia e França no Grupo A. Itália e Portugal também sofrem para conseguir a passagem direta à Rússia (são segundas colocadas em seus grupos e hoje disputariam a repescagem)

    O cenário atual indica possibilidades para países que fazem campanhas históricas e vivem o sonho de disputar a primeira Copa. A última rodada da Oceania, por exemplo, confirmou a classificação de Ilhas Salomão à fase final. O arquipélago de pouco mais de 600.000 habitantes terá de medir forças com a potência continental, a Nova Zelândia. Quem levar a melhor, após dois jogos, terá de encarar na repescagem decisiva o quinto colocado da Conmebol, posto ocupado no momento pela Argentina.

    Na Ásia, a Arábia Saudita tem boas chances de voltar à Copa depois de 16 anos. Boa parte do êxito se deve ao trabalho do técnico holandês Bert van Marwijk, vice-campeão mundial em 2010, na África do Sul. Outra surpresa do mesmo continente é o Uzbequistão. O país jamais disputou um Mundial e deve decidir vaga na Rússia em casa pela última rodada em um confronto direto contra a Coreia do Sul.

    Na América do Sul, o novo técnico Jorge Sampaoli terá a missão de tirar a Argentina do sufoco. Atualmente,  a equipe é a quinta colocada das Eliminatórias, posição que a levaria para a repescagem, com 22 pontos, apenas dois a mais que o Equador, primeiro fora da zona de classificação.

    (com Estadão Conteúdo)

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