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A marcação cerrada da sociedade que pode fazer um time mudar de nome

Confira lista de grupos que cederam aos pedidos

Por Da Redação - Atualizado em 21 jul 2020, 21h58 - Publicado em 17 jul 2020, 06h00

– Washington Redskins (foto)
Na última segunda, 13, o time de futebol americano da capital dos Estados Unidos anunciou que vai mudar de nome (o novo ainda será divulgado nas próximas semanas), abandonando o termo Redskins (peles-vermelhas), que é considerado ofensivo às comunidades indígenas do país. Alguns patrocinadores ameaçaram retirar o apoio financeiro caso não fosse feita a alteração. Nike, Pepsi e Bank of America fazem parte desse grupo. Companhias de varejo, a exemplo da Amazon, já haviam retirado produtos dos Redskins de seus sites em meio à pressão pela mudança do nome.

– Cleveland Indians
Na esteira do caso dos Redskins, o time de beisebol de Cleveland soltou um comunicado em que abre a possibilidade de rever o uso do termo Indians (índios). “Estamos comprometidos em ouvir, aprender e agir da melhor maneira para unir e inspirar nossa cidade e todos aqueles que apoiam nossa equipe”, afirma a nota em questão.

– Washington Wizards
Antes do caso dos Redskins, outro time da capital americana, só que da NBA, a liga profissional de basquete, já havia mudado o antigo nome Bullets (balas) por Wizards (magos), depois de promover uma consulta popular respondida por cerca de 5 000 fãs. Segundo justificou o dono da franquia, Abe Pollin, a mudança foi feita para evitar o incômodo de ligar o clube à cultura de armas.

– Chicago Blackhawks
Os “falcões negros” de Chicago também andam na mira da sociedade pelo termo e distintivo que fazem referência aos nativos americanos. Por enquanto, a direção da equipe de hóquei sobre o gelo resiste a essa pressão, alegando que não vai mudar o nome escolhido para homenagear o líder indígena Black Hawk, de Illinois.

Publicado em VEJA de 22 de julho de 2020, edição nº 2696

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