Clique e assine a partir de 9,90/mês

A lenda, os melhores e o anti-herói: os motivos para ver o Australian Open

O primeiro Grand Slam de 2020 promete trazer novos capítulos dos embates entre os melhores e mais famosos personagens do tênis

Por Danilo Monteiro - 19 jan 2020, 16h11

A chave principal do Australian Open começa nesta segunda 20, em Melbourne. O Grand Slam australiano, que praticamente abre o circuito anual do esporte, será transmitido nas madrugadas e manhãs brasileiras pelo canal ESPN e trará um novo capítulo dos embates entre os principais personagens do mundo do tênis, com Novak Djokovic defendendo o posto de atual campeão. Na chave feminina, Serena Williams tenta igualar recorde histórico de Grand Slams.

Os favoritos

Novak Djokovic e Rafael Nadal levantam troféus de campeão e vice, respectivamente, do Australian Open 2019 Julian Finney/Getty Images

Dentre os personagens do torneio, figuram os melhores do circuito: Rafael Nadal e Novak Djokovic, respectivos líder e vice do ranking da ATP e favoritos ao título. Os dois, inclusive, decidiram a final da primeira edição da ATP Cup, uma espécie de Copa do Mundo de tênis, na última semana. Na ocasião, Djokovic bateu o rival espanhol e levou a Sérvia ao título. O número dois do mundo se sente à vontade jogando na Austrália, onde ostenta o posto de maior vencedor do Grand Slam, com sete troféus. Djokovic, porém, terá de defender o título de atual campeão contra adversários perigosos

A lenda

O tenista suíço Roger Federer comemora vitória no Australian Open 201 Fred Lee/Getty Images

Aos 38 anos, Roger Federer talvez seja o tenista mais descansado entre todos que estarão na chave principal do Australian Open. O suíço ficou de fora da ATP Cup e guardou as energias para o Grand Slam. Essa, aliás, tem sido a estratégia mais inteligente do número três do ranking para lutar contra o tempo e contra a idade. Fora as escolhas bem feitas de quais torneios disputar, Federer tem o talento fora do normal como principal aliado e, baseado nisso, se reinventa em um esporte cada vez mais físico, com intermináveis trocas de boa, e surge novamente como um dos postulantes ao título, que seria o seu 7º no Aberto da Austrália, igualando Djokovic como o maior vencedor.

Os rebeldes

O russo Daniil Medvedev, número 4 do mundo, e o alemão Alexander Zverev, número 7 Lintao Zhang/Getty Images

Um dos maiores desafios de Federer na temporada é conseguir sustentar o posto de 3º melhor do mundo, porque a nova geração está cada vez mais próxima. O russo Danill Medvedev (4º), o austríaco Dominic Thiem (5º), o grego Stefanos Tsitsipas (6º) e o alemão Alexander Zverev (7º) estão rondando por perto do Top 3 e não seriam nenhuma surpresa caso vencessem o Australian Open, apesar dos recentes – e corriqueiros – episódios de rebeldia. Na última semana, na ATP Cup, cenas extravagantes como raquetadas na cadeira do juiz (e até no pai) e broncas de mãe decepcionaram lendas do tênis. Embora atrapalhe em algumas ocasiões, o mau comportamento constantemente é ofuscado pelo brilhantismo das jovens estrelas do esporte.

O anti-herói

O tenista australiano Nick Kyrgios celebra ponto na ATP Cup Mark Metcalfe/Getty Images

Nos últimos anos, a rebeldia no tênis tem sido quase sempre relacionada a um personagem peculiar que, ao mesmo tempo que encanta, também incomoda. Nick Kyrgios pode protagonizar pontos espetaculares e cenas deploráveis logo em seguida. O australiano de 24 anos sempre preferiu o lado bad boy, que não se importa com nenhuma consequência, que ama o basquete e despreza o tênis. Em 2020, depois de cumprir suspensão por xingar e cuspir em direção a um juiz, Kyrgios renasceu como uma espécie de anti-herói na ATP Cup, em sua terra natal, onde se tornou um porta-voz e ajudou no combate ao incêndio na Austrália. O compromisso deu a Kyrgios um apoio inédito até mesmo em solo australiano. Ele liderou o time às semifinais, onde foram eliminados pela Espanha, mas Kyrgios agora surge como um candidato a surpreender no Grand Slam de seu país.

A maior?

Serena Williams celebra título do Aberto de Auckland, na Nova Zelândia, com sua filha Alexis Olympia Hannah Peters/Getty Images

Serena Williams, assim como Roger Federer, tem 38 anos e continua firme no circuito, lutando contra a idade. A tenista americana, porém, não vencia nenhum torneio desde 2017, ano em que se tornou mãe, mas o cenário mudou na última semana, quando Serena foi campeã do Aberto de Auckland, na Nova Zelândia. O rendimento não é o mesmo – avassalador – da era pré-maternidade, mas a número nove do mundo conseguiu chegar a quatro finais de Grand Slam desde então e, mais do que qualquer uma, conhece os caminhos para levantar as mais importantes taças do circuito, feito que ela já repetiu 23 vezes. Um motivo a mais para apostar em Serena na Austrália, além do bom momento, é a motivação para tentar igualar a marca da australiana Margaret Court, que venceu 24 Grand Slams na carreira.

Continua após a publicidade
Publicidade