Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

“A hora é do Palmeiras. Não recebi convite da CBF”

Novo treinador do Palmeiras diz que tem contrato com equipe até 2012 e não teve nenhum contato com a CBF

Por Davi Correia - 15 jul 2010, 16h01

De volta ao país depois de oito anos para treinar o Palmeiras, Luiz Felipe Scolari afirmou que não recebeu proposta da CBF, e tem compromisso com o time paulista até 2012: “Minha intenção é o Palmeiras. Se um dia eu quiser sair, o primeiro a saber será o presidente Luiz Gonzaga Beluzzo. A minha vida agora é o Palmeiras.” O técnico ainda disse que a pressão para assumir a seleção brasileira não atrapalha seu trabalho: “Seleção não atrapalha. Não estou preocupado. Tenho de me preocupar apenas com o Palmeiras, time que tenho muita identificação e me deu oportunidade de voltar ao Brasil. Mas agradeço todas as manifestações do povo brasileiro.”

Scolari disse que negou o comando da seleção apenas uma vez. “Em 2002, após o título, eu e o Ricardo Texeira estávamos revendo o projeto e perguntei o que ele faria se estivesse na minha situação. Ele me falou que era melhor eu ir em busca de outros desafios. Que, geralmente, os técnicos são mais cobrados após a conquista de um mundial.” Disse também que em 2006 recebeu o convite da CBF, mas após conversar com a família achou melhor não aceitar. Parece que os oito anos longe do Brasil fizeram muito bem ao técnico pentacampeão com o Brasil, Felipão fez questão de dizer que “os jornalistas irão se surpreender com a relação com a imprensa, de carinho e confiança”. Felipão disse que nesta quinta irá assistir o clássico contra o Santos na tribuna, mas passará algumas instruções para seu auxiliar, Flávio Murtosa. Questionado sobre a saída de jogadores como Diego Souza e Cleyton Xavier, disse “que essas transferências já estavam combinadas com a parceira”. Sobre os reforços que espera para o fim desta temporada, Felipão disse que não está no Palmeiras apenas para exigir reforços. “Alguns jogadores da base terão a oportunidade que desejam.”

Publicidade