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William Waack abre o jogo sobre caso que motivou saída da Globo

Jornalista quebra silêncio em artigo no qual garante que não é racista

O ex-apresentador do Jornal da Globo William Waack escreveu um artigo para o jornal Folha de S. Paulo neste domingo, em que nega ser racista e pede desculpas pelo comentário que culminou em sua demissão da rede Globo, há quase um mês.

Waack começa o texto assumindo a culpa pela piada que vazou na internet. “Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão”, diz. Em seguida, ele ressalta que existe racismo no país e que comentários do tipo podem sim contribuir para tal problema, mas garante que o episódio infeliz em nada representa quem ele é.

“Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo —racial, inclusive—, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: ‘Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português.’”, diz, antes de garantir que não listaria ali os muitos amigos negros que tem, pois não separa colegas por cor ou religião.

Sem citar diretamente a Globo, o jornalista alfinetou o canal e outros meios de comunicação ao afirmar que todos cedem à “gritaria de grupos organizados”. “Entender esse fenômeno parece estar além da capacidade de empresas da dita ‘mídia tradicional’. Julgam que ceder à gritaria dos grupos organizados ajuda a proteger a própria imagem institucional, ignorando que obtêm o resultado inverso (o interesse comercial inerente a essa preocupação me parece legítimo). Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que “donos” de outras agendas políticas definem como ‘correto’.”

Ele ainda cita comentários de Luis Felipe Pondé e da presidente do  Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que saíram em sua defesa.

Por fim, ele invoca sua obra e seus 48 anos de profissão como testemunhas de sua índole. “Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento. Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada.”

Comentários

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  1. Os ne.g.ros são os maiores r.acis.tas contra si mesmo e contra as outras pessoas. Espalham o ód.io e a in.tole.rân.cia. Por causa de dois coit.ados mise.ráveis em seus pensamentos eg.oístas, tentaram manchar uma carreira impecável do nobre jornalista. Infeliz dessa glo.bo.lixo que para gerar mais ódio e confusão na mente de “gado despre.parado” toma atitudes covardes. Coitados. Nunca serão desenvolvidos, se continuarem a nutrir ó.dio por si mesmo. Coutados.

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  2. Paulo Pacheco

    Rapaz…quanto racista por aqui…parece a reunião anual da Ku Klux Klan

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  3. Essa história de intolerância racial fica cada vez mais intolerante, a ponto de tomarmos decisões – não pelo que pensamos – pelo que os outros pensam ou dizem. E tem inescrupulosos, principalmente políticos – aqueles que querem jogar o nós contra eles – que se aproveitam dessa nossa fraqueza para deitar lenha e angariar simpatias. Lógico que racismo existe. Só um incauto, um inexperiente, não entende assim. Mas, daí não se poder mais fazer um gracejo, uma gozação, uma galhofa é querer tolher o livre arbítrio. Cada um é dono de si e responsável pelo que faz e diz. A justiça está aí para medir o meu, o teu, o nosso comportamento. Já notaram que o relacionamento humano está ficando cada vez mais chocho? Seria a resposta para essa busca desenfreada e maluca, até doentia, pelo celular?

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  4. Francisco de Assis da Silva Pereira

    A Globo é racista sim,fica passeando no politicamente correto e não tem posição.Por exemplo achavamos que a Globo iria colocar o Heraldo Pereira no Jornal da Globo e o que ela faz :inicialmente ficou disfarçando colocando todo dia uma pessoa diferente,para agora deixar a Renata Lo Prete definivamente .Cadê o Grupinho do “Mexeu com uma, mexeu com todas” que só usado para destruir a carreira do ator José Mayer.

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  5. Depois desse comentário infeliz, a Goebbels teve que mandar o Waack embora, antes que houvessem “grupos de militância zumbi” e começassem a incendiar torre de transmissão da globo, cordão humano na frente da emissora, etc….

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  6. Acho que até iriam fazer um motim “improvisado” no programa da Chátima Bernardes. Não existe outro programa no planeta onde se dá tanta voz e importância para as militâncias esquerdistas.

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  7. Paulo Roberto Correa Lima

    A BAND ESPERA POR VOCÊ.

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