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Wallis Simpson invejava destaque de Marilyn Monroe na imprensa

Londres, 12 mar (EFE).- A duquesa de Windsor e esposa de Edward VIII, Wallis Simpson, sentia inveja de Marilyn Monroe, já que a atriz conseguiu substituí-la nas capas dos jornais, segundo descreveu o editor inglês Charles Pick em suas memórias.

O manuscrito autobiográfico de Pick, que relata seus encontros com algumas das figuras mais importantes do século 20, entre elas a rainha Elizabeth II, foi doado junto com outros de seus textos à Universidade de East Anglia, segundo informa nesta segunda-feira o jornal ‘The Daily Telegraph’, que revela parte de seu conteúdo.

‘Veja os jornais do dia. Eu costumava aparecer em todas as capas, mas agora só vejo Marilyn Monroe nelas. Bom, alguém me tirou do meio!’, relatou Pick citando o que Wallis teria dito em 1956, enquanto discutiam em Paris a publicação de sua autobiografia, ‘The Heart has its Reasons’ (O coração tem suas razões, em tradução livre).

A duquesa protagonizou um dos relacionamentos mais polêmicos da família real britânica, já que, por ser divorciada, Edward VIII teve que abdicar do poder para se casar com ela quando estava há menos de um ano no trono. A história é tema do primeiro filme de Madonna como diretora, ‘W.E. – O Romance do Século’.

Movida pelos ciúmes e pela rivalidade com Marilyn, Wallis pediu a Pick que lhe dissesse quem era o agente publicitário da atriz americana.

Suas razões não estavam claras, mas o editor inglês respondeu que ele não poderia ajudá-la em seu empenho de deslocar Marilyn dos olhares da imprensa.

Pick, que morreu em 2000 aos 82 anos, também conta em suas memórias a impressão ruim que teve ao ver Edward VIII, quando ainda era príncipe, ao desembarcar do transatlântico ‘Queen Mary’ com uma bolsa cheia de roupa suja.

‘Ele parecia muito triste, uma figura pequena. Pensei em como era patético alguém que um dia ia ser rei da Inglaterra ter que tirar sua própria roupa suja do Queen Mary’, escreveu Pick.

Em um jantar com escritores realizado em 1983, o editor conheceu a rainha Elizabeth II, que afirmou que gostava muito das obras dos autores que estavam reunidos, mas que ainda não tinha conseguido com que seus filhos as lessem, segundo relatou Pick. EFE