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Vendas dos livros de colorir começam a cair

Se no bimestre de abril e maio, o auge da moda, eles representavam 17,61% do mercado, em volume, neste mês sua representatividade recuou para 7,15%

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e o instituto de pesquisa Nielsen anunciaram nesta terça-feira os resultados do 5º Painel das Vendas de Livros do Brasil. O levantamento considerou o período de 15 de junho a 12 de julho deste ano e o comparou ao mesmo período de 2014 e mostrou que os livros de colorir, apesar de ainda ajudar o mercado a respirar, começaram a perder fôlego em vendas. Se no bimestre abril e maio, o auge da moda, eles representavam 17,61% em volume e 14,48% do mercado em valores, neste mês sua representatividade caiu para 7,15% e 5,08%, respectivamente.

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Os livros de colorir levaram a categoria não-ficção trade a registrar o melhor desempenho de faturamento neste semestre, em comparação ao anterior. Foi uma variação de 17,9%. Vale lembrar que foi a partir do início deste ano que obras como Jardim Secreto e sua continuação Floresta Encantada começaram a movimentar o mercado. Todos os outros gêneros registraram, no levantamento acumulado (30 de dezembro de 2013 a 13 de julho de 2014 e 29 de dezembro de 2014 a 12 de julho de 2015), queda de participação no faturamento: infantil, juvenil e educacional (-2,4%), não-ficção especialista (-8,2%) e ficção (-6,7%).

Analisando o período 7, em questão, houve um crescimento de 8,9% no volume de exemplares comercializados – 2.734.523 ante os 2.510.095 do mesmo período de 2014. Em valores, esse crescimento foi de 14,1%, totalizando 91.7 milhões de reais. O preço médio, que era 32,02 reais, subiu para 33,54 reais. E o desconto médio caiu 6,71%, de 22,33% para 15,62%. Comparando o primeiro semestre dos dois anos, o crescimento do faturamento foi de 7,29%, alcançando, agora, 827,3 milhões de reais. Em volume, o aumento foi de 8,43%, com 21.911.219 cópias vendidas.

A Nielsen, por meio de sua ferramenta BookScan, mede o desempenho do mercado editorial com base em informações colhidas na boca do caixa das principais livrarias e supermercados e de seus serviços de e-commerce.

(Com Estadão Conteúdo)