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Unidos da Tijuca encerra desfile pela manhã e desponta como favorita

Na apresentação que marcou a estreia de Laila como diretor de Carnaval, escola passeia pela história do pão no fechamento do primeiro dia do Grupo Especial

Por Leandro Resende, do Rio de Janeiro - 4 mar 2019, 09h26

A Unidos da Tijuca compensou o fato de ter iniciado seu desfile às 6h com uma passagem esteticamente perfeita pela Marques de Sapucaí. A escola contou a história do pão e abusou da teatralidade para abordar dos aspectos religiosos aos ditados populares sobre o alimento.

O desfile marcou a estreia de Laila como diretor de Carnaval da escola do Borel, após 24 anos consecutivos ocupando o cargo na Beija-Flor de Nilopolis. Laila desfilou à frente da ala das baianas e foi rápido ao corrigir um buraco que se formou entre o grupo e o carro abre-alas da escola, bem no começo do desfile.

O passeio da Tijuca pela história do pão teve enredo de fácil compreensão acompanhado de samba igualmente simples, que empolgou as já esvaziadas arquibancadas da Marques de Sapucaí.

O destaque do desfile foram os cinco atos teatralizados em meio às alas e carros alegóricos. Em um deles, a escola reproduziu uma batalha de gladiadores, em referência à política do “pão e circo” do Imperio Romano. Já para tratar do ditado popular “o pão que o diabo amassou”, a escola contou a história do sofrimento dos negros enviados da África para o Brasil para servirem como escravos, em um dos mais impressionantes carros alegóricos do primeiro dia de desfile do Grupo Especial.

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No fim, integrantes da escola distribuíram pães nas frisas do Sambódromo. Um desfile impactante no sentido estético, que coloca a Amarelo e Azul como uma das fortes postulantes ao título – que não vem desde 2014

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