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Último tuíte de Roberto Bolaños foi dedicado ao Brasil

Mensagem do ator mexicano na rede social respondia a uma fã brasileira que havia escrito para ele

Por Da Redação - 28 nov 2014, 19h55

Roberto Gomez Bolaños, o eterno Chaves, declarou o seu amor pelo Brasil na última mensagem enviada em seu perfil no Twitter, destinado a uma fã brasileira. “Todo o meu amor ao Brasil”, escreveu o ator na última quarta-feira. Bolaños morreu nesta sexta-feira, aos 85 anos, após permanecer com a saúde fragilizada por mais de uma década.

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No Brasil, o ator deixou uma geração de fãs que cresceu assistindo aos episódios de Chaves, sua principal criação, reprisados exaustivamente pelo SBT ao longo dos últimos 30 anos. A mensagem na rede social só cresce em popularidade desde a confirmação da morte de Bolaños. Até o momento, conta mais de 12.000 retuítes e 9.000 curtidas.

Em outra postagem, de 11 de agosto, Bolaños agradeceu aos fãs brasileiros. “Me dizem que daqui a pouco serão 30 anos no Brasil. Obrigado ao SBT. Sobretudo, muito obrigado, brasileiros, amo vocês. Chespirito”, escreveu.

@mariabrasarg Todo mi amor, para Brasil.

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– Roberto G. Bolaños (@ChespiritoRGB) November 26, 2014

O ator costumava usar o Twitter para se declarar para a mulher, Florinda Meza García, a Dona Florinda do seriado. Em diversas mensagens, ele divulgava uma foto da trajetória da mulher, junto com legendas apaixonadas. Em uma delas, escreveu: “29 anos. Já vivíamos juntos. Viu por que me apaixonei por ela?” Florinda e Bolaños se relacionaram por 27 anos antes de se casarem, em 2004, no dia 19 de fevereiro, na Cidade do México. Viveram juntos até a morte do humorista.

‘Los Supergenios de la Mesa Cuadrada’

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O programa de 1968 reunia os atores Rubén Aguirre (Professor Girafales), Roberto Bolaños (Doutor Chapatín), Ramón Valdés (Ingeniebrio Ramón Valdés) e María Antonieta de las Nieves (como ela mesma e apresentadora). Em tom bem-humorado, os personagens comentavam notícias do momento, intercaladas por esquetes divertidos. 

‘Chespirito – El Ciudadano Gomez’

El Ciudadano Gomez (1968) foi umas das histórias criadas por Roberto Bolaños para o programa Chespirito, em que apresentaria diversos personagens — entre eles o que dava título à atração. Foi também em Chespirito que nasceram os roteiros de Chapolin e Chaves. No episódio acima, Maria Antonieta interpreta uma vidente vigarista, que finge ver o futuro em sua bola de cristal. 

‘Chapolin’

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A história do herói atrapalhado e medroso nasceu em 1970, um ano antes de Chaves e sua vila. Vivido por Roberto Bolaños, Chapolin aparece sempre que alguém está em apuros e tenta resolver a situação. O mesmo grupo de atores que trabalhava em Chespirito se reveza entre diferentes papéis nas histórias que mantêm apenas o quase-herói (e quase anti-herói) como elo principal. Uma das histórias mais famosas é aquela em que Maria Antonieta de Las Nieves interpreta a Bruxa Baratuxa, que tenta fazer com que a “camponesa de coração nobre” se case com seu filho. 

‘Aquí Está la Chilindrina’

Em 1994, a personagem Chiquinha protagonizou a série Aquí Está la Chilindrina, que contava com números musicais. A história da personagem, no entanto, é diferente da que ficou conhecida em Chaves. Chiquinha era uma garota abandonada pelos pais que foi viver em um convento e enlouqueceu o padre e as freiras do local. Dirigido por Rubén Aguirre, o Professor Girafales, o programa foi o último apoiado por Bolaños, que queria seu nome nos créditos como criador intelectual da personagem e começou, então, a brigar com Maria Antonieta de Las Nieves. 

‘Kiko e sua Turma’

O ator Carlos Villagrán, intérprete de Kiko, protagonizou o seriado ¡Ah qué Kiko! (1988), traduzido como Kiko e sua Turma pela Rede Bandeirantes, que o transmitiu no Brasil. O programa também tinha o ator Ramón Valdés, o Seu Madruga, que assim como Villagrán se desentendeu com Bolaños e deixou o elenco de Chaves. Na história, Kiko é um garoto que trabalha na venda Surpresa, de Seu Madruga. Entre Chaves e Kiko e sua Turma, Villagrán protagonizou também as séries Kiko Botones (1981), Frederrrico (1982) e Las Nuevas Aventuras de Fredericco (1983). 

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