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Ticiana Villas Boas: 3 realities culinários, 3 kg a mais

Apresentadora diz que lugar da mulher é na cozinha -- entre outros -- e que se aprimorou na gastronomia. ‘Pelo menos, na teoria’

Por Redação - Atualizado em 18 ago 2018, 14h39 - Publicado em 31 dez 2016, 16h32

Desde que trocou o jornalismo pelo entretenimento, há dois anos incompletos, a baiana Ticiana Villas Boas ganhou sabedoria culinária – ao menos, “na teoria”, como diz a apresentadora dos realities gastronômicos do SBT. E também três quilos. Nem por isso, ela sente vontade de voltar a atuar como jornalista ou se afastar da cozinha, que diz ser, sim, lugar de mulher – “Assim como qualquer outro onde ela queira estar”.

Para 2017, já está garantida à frente das três atrações culinárias lançadas por Silvio Santos: Bake off Brasil, Barbecue Brasil e Duelo de Mães, que encerra a sua primeira temporada a partir das 19h15 deste sábado, com uma disputa entre a mãe do chef William Ribeiro, Ivani, e Vera, mãe do chef Leo Botto. Apesar da onipresença na seara gastronômica do SBT, Ticiana afirma que ainda quer se “consolidar” na área. É sobre a curta, mas intensiva carreira no filão e sobre a relação entre mulher e cozinha – mas não sobre o marido, Joesley Batista, sócio da JBS levado coercitivamente para depor em setembro, assunto de que não quer falar – que a apresentadora conversa com o site de VEJA:

 

De tanto apresentar duelos gastronômicos, você sente que se aprimorou na cozinha? Muito! Pelo menos na teoria… presto muita atenção nas receitas, na execução dos pratos e nas dicas dos jurados. Além disso, cheguei a fazer alguns cursos de culinária, mas confesso que não tive tempo ou coragem de testar muito em casa. Acho que sou capaz de identificar ingredientes pelo sabor, de identificar erros e uma boa noção de combinações. Mas nem eu mesma consigo dizer exatamente porque não ponho tudo em prática. Acho que no fundo tenho medo de não me sair tão bem quanto acho que sei… (risos).

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Você concorda com aquele âncora da Band que disse que lugar de mulher é na cozinha? Por quê? Eu não soube desse comentário nem quem o fez, mas acho que lugar de mulher é, sim, na cozinha. Na cozinha ou em qualquer lugar que a gente quiser! Inclusive em vários ao mesmo tempo.

Há situações em que você, como mulher, se sinta vítima de preconceito? Se fui, não percebi ou preferi não perceber. Nunca me coloquei como uma “mulher” no mercado de trabalho. E sim como uma ou um profissional que concorre de igual para igual com qualquer homem ou mulher. E tudo o que consegui foi com muito trabalho, dedicação, poucas horas de sono e amor. Acho que as pessoas que acompanham minha carreira (são 15 anos na TV) percebem isso. Só tenho coisas boas para lembrar e falar de todos os que trabalharam comigo.

Você tem se especializado em realities gastronômicos. Algum projeto diferente para 2017? Para 2017, não. Quero ainda me consolidar nessa área. Ainda não faz nem dois anos que estou nos realities gastronômicos, apesar de já ter feito quatro temporadas diferentes. Tenho fechado três programas para 2017. Praticamente todos os sábados do ano. Ainda sinto que tenho muito a aprender, descobrir, criar e contribuir para os programas dessa área. Sem contar que é muito divertido e literalmente delicioso fazer. Só espero conseguir voltar ao meu peso de antes, 52. Ganhei três quilos desde que migrei para os realities.

Mas você parece bastante magra ainda. É que eu sei os melhores ângulos para fotos.

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Sente falta do jornalismo? Nenhuma. Sinto uma espécie de saudade aliviada. Mas tenho um carinho enorme e lembranças incríveis do meu período como jornalista. Talvez as melhores. E tenho a clara noção do quanto foi importante na minha formação profissional e pessoal. Deixar o jornalismo foi a decisão mais difícil da minha vida, mas desde o dia em que optei pelo entretenimento virei a chave. E sabia que era um caminho sem volta.

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