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Terceiro livro da série de Ruiz Zafón chega às lojas

Por Da Redação - 17 jul 2012, 10h55

Por AE

São Paulo – Em 2001, o catalão Carlos Ruiz Zafón lançou “A Sombra do Vento”, o volume de estreia da tetralogia “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, que ganhou o mundo e o transformou em um dos maiores best-sellers da Espanha da atualidade. Depois veio “O Jogo do Anjo” e agora chega às livrarias brasileiras “O Prisioneiro do Céu”. O derradeiro deve ficar pronto em dois anos. “Será a grande final, a soma de todos os anteriores e a saída do labirinto”, adianta Zafón à reportagem. Os livros são interligados, mas podem ser lidos de forma independente e em qualquer ordem.

O escritor conta que este terceiro título é o lugar onde se encontram todos os primeiros da série, onde Fermín, que é o centro moral da história, revela um grande segredo que leva o leitor adiante ao mesmo tempo em que o faz voltar no tempo.

Em “O Prisioneiro do Céu”, Daniel, amigo fiel de Fermín e filho do senhor Sempere, dono da livraria onde se passa boa parte das histórias, tem de lidar com o mal e com o sentimento de vingança que crescem dentro dele. Todos os outros personagens escondem segredos e pequenas histórias que podem ter leituras positivas e negativas. Mais ou menos como o que acontece com qualquer pessoa na vida real. “Todos temos segredos, alguns desconhecidos de nós mesmos. Uma das coisas que a literatura faz é ajudar-nos a revelar o que carregamos dentro de nós porque a literatura é o grande livro da vida e nos fala de nossas emoções, desejos e medos e nos dá a chave para entendermos a essência de nossa própria alma.”

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O ponto de partida dessa história, que assim como as outras tem a Barcelona do início do século 20 como cenário, é a visita de um misterioso homem à livraria. Ele, que não aparenta entender de literatura, compra a edição mais rara e cara da loja – um volume de “O Conde de Montecristo”. Começa aí uma perseguição pelas vielas da cidade e pelas tramas da memória dos que sobreviveram à temporada forçada na prisão de Montjuic. A narrativa vai e volta no tempo, alternando-se entre os anos 1939, 1940 e 1957. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PRISIONEIRO DO CÉU

Autor: Carlos Ruiz Zafón.

Editora: Suma de Letras (248 págs., R$ 39,90)

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