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‘SuperStar’ tenta superar mico do playback com outros talentos dos participantes

Concorrentes do reality show musical foram convidados a mostrar habilidades variadas no intuito de provar que nem só de gravações prévias é feito o programa

Por Daniel Dieb - 15 jun 2015, 16h52

Se na semana passada o programa SuperStar teve uma falha que evidenciou o playback durante as apresentações. Neste domingo, dia 14, o reality show tentou compensar o mico com outros talentos dos participantes. A apresentadora Fernanda Lima fez pedidos inusitados aos integrantes das bandas. Ela solicitou que Régis, vocalista da banda Serial Funkers, mostrasse um pouco de seu gingado, repetindo passos de dança feitos durante a apresentação. E também perguntou se “rolava um banjo?” para um integrante do grupo Dona Zaíra, que prontamente atendeu ao pedido.

As requisições feitas com o intuito de dar um tom mais natural às apresentações, contudo, evidenciaram o contrário. As “palinhas” não soaram espontâneas, sem falar que o mais interessante seria a exibição de um vocal a cappella, um solo de guitarra ou algo que realmente demonstrasse as habilidades exigidas na competição. Fica para a próxima, Fernanda.

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Líder da noite com 80% dos votos do público, o grupo Dois Africanos, dos vocalistas Izy e Big, cantou a autoral Sonho de Sucesso. O funk americano misturado com soul deu um ritmo dançante à canção da banda que continua a se destacar como a melhor do reality show. Já a banda Kita abriu mão da música autoral, normalmente escrita em inglês, para cantar pela primeira vez em português. A canção escolhida foi Hoje Eu Quero Sair Só, de Lenine, que ganhou uma levada de rock com batidas eletrônicas. Os espectadores aprovaram a versão com 76% dos votos, e a banda ainda teve mais 4% dos convidados Toni Garrido e Digão, totalizando 80%.

Em terceiro lugar, o Serial Funkers fez uma versão suingada de Mina do Condomínio, do cantor Seu Jorge. Por ser um hit, a música facilitou as coisas para o grupo e conquistou facilmente os 79% de votos do público. Já os baianos do Scambo homenagearam Cazuza com O Tempo Não Para, em uma versão mais agitada. A levada rápida agradou ao público e a banda passou de fase com 79% dos votos.

O quinteto rock n’ roll Supercombo tocou a autoral Sol da Manhã, e teve 78% de aprovação dos espectadores. Sandy aproveitou para elogiar a letra da música com suas falas complexas (só que não). “Quanto mais a gente presta atenção, mais percebe que tem coisas para curtir, como a letra”, disse a filósofa da música.

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Apelidado de “astronautas do forró”, por causa da roupa de seus integrantes, o grupo Dona Zaíra apresentou a autoral Tome Forró. Ao contrário das bandas brasileiras tradicionais do ritmo, a banda acrescentou o banjo, instrumento tradicional no country americano. O público aceitou a mescla e deu 77% de votos ao grupo.

Eletronaipe apresentou pop rock com a autoral Nosso Lugar, mas os 64% não foram suficientes para manter a banda na competição, que acabou entre as três eliminadas. O mesmo aconteceu com a Consciência Tranquila, que fez cover de Tim Maia em Bom Senso e Imunização Racional. Os 2% da jurada convidada Daniela Mercury somados aos 74% dos espectadores não foram suficientes, e a banda acabou eliminada. Além das duas, Falange foi a pior colocada da noite com 49% dos votos e não conquistou nem os jurados Sandy e Paulo Ricardo, que criticaram a banda.

Top 12 – O programa deste domingo foi o último da fase “Superfiltro”. Na próxima semana, dia 21, inicia o “Top 12”, fase em que todas as bandas se enfrentarão pelo voto do público. A cada semana, os três com a menor quantidade de votos serão eliminados, até que sobrem quatro finalistas.

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