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‘SuperStar’ fica emocionante na hora dos ‘pênaltis’

Mudança nas regras deixou mais acirrada a disputa que levou quatro bandas à final, no próximo domingo: Malta, Suricato, Jamz e Luan e Forró Estilizado

As comparações do SuperStar com a sofrida vitória do Brasil sobre o Chile, nas oitavas de final da Copa do Mundo, foram inevitáveis. Ivete Sangalo introduziu o assunto, com uma homenagem ao goleiro Júlio César, logo em sua primeira oportunidade ao microfone. Dinho Ouro Preto se colocou no lugar de Neymar e companhia: “Eu me sinto como os brasileiros indo bater um pênalti. Por que isso foi cair no meu colo?” Exageros à parte, o reality musical das noites de domingo de fato ficou mais emocionante na semifinal, quando seis bandas disputavam as quatro vagas da decisão. Uma mudança nas regras ajudou a esquentar a disputa.

Diferentemente dos programas anteriores, neste os jurados só puderam votar uma única vez: ao fim do programa, Ivete, Fábio Jr. e Dinho Ouro Preto tinham 5% para atribuir à banda de preferência. Mas apesar de todo o drama que antecedeu o anúncio de suas escolhas, o ranking decidido pelo público já estava sacramentado. Nenhum deles seria capaz de salvar Move Over e Bicho de Pé – que, justiça seja feita, fizeram ótimas apresentações. Com 51% e 49% dos votos, respectivamente, as duas bandas foram eliminadas da competição, deixando a final, no próximo domingo, sem nenhuma representante feminina.

A recordista da noite, sem nenhuma surpresa, foi Malta, que bateu 71% dos votos. Pela primeira vez no programa, a banda apresentou um cover. I Don’t Want To Miss A Thing, do Aerosmith, foi a escolhida para representar as principais influências do grupo, contou o vocalista Bruno. Todas as participações, no entanto, destacaram-se pela qualidade. A roqueira Suricato, com seus instrumentos surpreendentes, conseguiu mais uma vez inovar. Abriu com uma execução “blueseira” de Brasileirinho – uma homenagem à seleção brasileira – sua versão de In My Time of Dying, uma canção gospel do início dos anos 1920 que teve uma série de regravações, a mais famosa delas pelo Led Zeppelin. O “tiro de misericórdia” na apresentação foi o encerramento com Roadhouse Blues, do The Doors. Alcançaram 61% dos votos do público.

O sempre carismático Luan e Forró Estilizado soube falar ao coração do público com dois clássicos da música brasileira. Tocando em Frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, e Xote das Meninas, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, garantiram ao grupo 62% de aprovação. Jamz apostou na composição própria Natural e levou 61%, mais os 5% de bônus de Dinho, o primeiro jurado a dar seu voto e aceitar que a vontade do público seria feita. “Eu acredito que seria importante que essa diversidade musical ficasse representada na final. Então, gostaria de manter o que os telespectadores escolheram”, justificou. Ivete tinha os olhos marejados, a voz embargada e pediu a ajuda de “minha Nossa Senhora” para manter o ranking inalterado – ficou com Suricato, que só saiu do terceiro para o segundo lugar.

O show final foi de Fábio Jr., que manteve a tradição de se atrapalhar – mesmo com ótimas intenções. Os 5% do jurado romântico não fariam a menor diferença. Ainda assim, ele sofreu, chegou a pedir um “lexotan” ou “rivotril”, lamentou ter nas mãos uma decisão tão importante e, certamente sem lembrar os anos do primário e das quatro operações matemáticas, dedicou seu voto à já líder absoluta Malta. Não mudou nada. Mas valeu, Fábio.

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