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Stephen Hawking participará do novo álbum do Pink Floyd

A voz artificial do cientista britânico estará na faixa ‘Talkin' Hawkin’’ do disco ‘The Endless River’, previsto para chegar às lojas em 10 de novembro

O físico inglês Stephen Hawking, considerado um dos cientistas mais famosos desde Einstein, terá a sua voz inserida em Talkin’ Hawkin’, canção do novo disco da banda Pink Floyd, o The Endless River. O álbum será o primeiro lançamento de inéditas dos roqueiros em 20 anos, desde The Division Bell, de 1994 – que também teve contribuição de Hawking, na faixa Keep Talking. A nova música, assim como a anterior, tem trechos de um comercial gravado por Hawking para a empresa de telecomunicações British Telecom, em 1994, segundo o jornal britânico The Independent. Na época, David Gilmour, cantor e guitarrista da banda, decidiu comprar os direitos de uso de sua voz.

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Hawking foi diagnosticado aos 21 anos com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que paralisa todos os movimentos do portador ao longo dos anos. Mesmo assim, aos 72 anos, seu cérebro continua intacto e produtivo. Hoje, o físico movimenta a bochecha para ativar um aparelho sonoro feito sob medida que o ajuda a formar palavras e frases.

Em setembro, a banda Pink Floyd divulgou em sua página no Facebook um teaser em vídeo de seu novo disco. A gravação de 30 segundos mostra uma figura colorida se formando em um fundo branco ao som de uma das faixas do novo disco. Segundo o comunicado publicado no site oficial do grupo, as canções do álbum começaram a ser gravadas em 1993, nas mesmas sessões de The Division Bell, ainda com a presença do tecladista Rick Wright, membro fundador do grupo, morto em 2008, aos 65 anos.

The Endless River terá dezoito faixas, a maioria instrumentais, que serão divididas em quatro partes. “Nós ouvimos cerca de 20 horas de gravações em que nós três tocávamos juntos e selecionamos as músicas que queríamos trabalhar neste disco”, disse David Gilmour, referindo-se aos demais integrantes da época, o bateirista Nick Mason e Wright. “Nos últimos anos, regravamos algumas partes e adicionamos novas tecnologias para fazer com que este seja um álbum do Pink Floyd do século XXI.”