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Roma pede 500 milhões de euros a empresas para salvar monumentos

A cidade de Roma pediu nesta semana uma ajuda no valor de 500 milhões de euros (aproximadamente 2 bilhões de reais) a empresas, filantropos e cidadãos para financiar a restauração de vários monumentos históricos e evitar que estes caiam em ruínas. O centro antigo de Roma, o Fórum Romano, o Circo Máximo e as paredes, fontes, aquedutos e o sistema de esgoto da que já foi a cidade mais poderosa do planeta são algumas das construções que precisam de ajuda, desde reparos superficiais até reformas estruturais.

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Com uma dívida na casa dos 12 bilhões de euros (aproximadamente 48 bilhões de reais), Roma não tem os meios necessários para cuidar do seu patrimônio, um dos mais ricos do mundo. “Ajudem-nos para que Roma continue fazendo com que se fale dela e sendo uma referência de beleza no mundo”, pediu ante a imprensa Francesco Paolo Tronca, prefeito interino até as eleições previstas para junho. Ainda se recuperando de um escândalo que revelou a corrupção generalizada na administração da cidade, as autoridades romanas podem ter dificuldades para convencer os moradores da cidade a contribuírem financeiramente com as reformas, admitiu Tronca.

No ato, no qual também esteve presente o diretor da Superintendência dos Bens Culturais da prefeitura, Claudio Parisi Presicce, não foi indicado diretamente para quais monumentos serão destinados os fundos arrecadados. No entanto, segundo informou à Agência Efe uma porta-voz da prefeitura, entre os projetos que necessitam de financiamento estão a ampliação da Galeria de Arte Moderna e a recuperação do Ludus Magnus (o lugar onde treinavam os gladiadores). Além disso, a fonte citou a reforma da sala dos imperadores no Museu Capitolino e a transformação do Mausoléu de Augusto, imponente monumento funerário cuja restauração começará neste verão e será financiada pela companhia italiana Telecom.

Esta iniciativa de recorrer a investidores privados já é uma prática habitual em Roma, pois graças a eles a capital recuperou o brilho de uma parte de seus monumentos mundialmente conhecidos, como por exemplo a Fontana di Trevi. Após permanecer quase 17 meses envolvida por andaimes, agora a fonte romana volta a mostrar sua beleza original, graças ao financiamento da casa de moda Fendi. A firma de joias Bulgari forneceu 1,5 milhão de euros para a reforma da famosa escadaria de Piazza di Spagna, enquanto os trabalhos de restauração do Coliseu estão sendo realizados há meses graças a outra firma italiana de luxo, Tod’s.

(Da redação com agências EFE e France-Presse)