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Rock in Rio 2013: Slayer homenageia guitarrista morto

Lendária banda levou som classudo ao Palco Mundo e lembrou Jeff Hanneman

Por Carol Nogueira, do Rio de Janeiro - 22 set 2013, 22h31

A banda de thrash metal Slayer aproveitou o show deste domingo no Rock in Rio para homenagear o seu guitarrista, fundador e compositor de boa parte das músicas do grupo, Jeff Hanneman, que morreu em maio deste ano de cirrose hepática. Em uma hora de show, o grupo tocou treze músicas quase sem intervalo. Em algumas interações com a plateia, o vocalista Tom Araya recitava trechos das músicas que viriam a seguir, conclamando os fãs a proclamar gritos de ódio como o da música Disciple, “God hates us all” (Deus odeia a todos nós), típico discurso anti-religioso pelo qual o Slayer já foi tão criticado em sua carreira.

Mas a temática musical do grupo, na qual imperam versos sobre sangue e morte, em nada tem a ver com a pose dos integrantes, que assim que terminam as músicas olham sorridentes para o público. Certa hora, Araya foi quase “fofo”: “Quero agradecer a todos que estão aqui. São vocês que fazem o Rock in Rio ficar pesado”. Na plateia, porém, a história era outra. Próximo ao gargarejo, várias rodas de pogo se formaram durante o repertório do grupo, que teve as músicas World Painted Blood, War Ensemble, At Dawn They Sleep, Mandatory Suicide, Hallowed Point, Die By the Sword, Dead Skin Mask, Hate Worldwide e Seasons in the Abyss.

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O setlist foi encerrado com as músicas South of Heaven, Raining Blood e Angel of Death, durante as quais foram exibidas imagens de Hanneman em várias épocas no telão. Também foi exibido o logo da guitarra verde que Hanneman tocava, inspirado em uma famosa marca de cerveja, no qual a inscrição Antichrist – Premium Quality (Anticristo – Qualidade Premium) foi substituída por Angel of Death – Still Reigning (Anjo da Morte – Ainda Reinando), a primeira é referência à música de mesmo nome, e a segunda ao álbum clássico do grupo, Reign in Blood (de 1986) – que em 2004 foi gravado ao vivo em um DVD que também recebeu o nome Still Reigning.

Apesar de ótimo ao vivo, o grupo sofreu um pouquinho com a má qualidade de som no Palco Mundo, o que impedia algumas pessoas, dependendo da posição na plateia, de escutar a guitarra de Kerry King. Por falar em guitarras, Gary Holt, da banda Exodus, que substituiu Hanneman desde que ele ficou doente em 2011, após ser picado por uma aranha e contrair uma bactéria comedora de carne, não fez feio na apresentação, e mostrou um talento digno de Guitar Hero. O quarteto foi completado pelo baterista Paul Bostaph.

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