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Rock in Rio 2013: conheça a nova Cidade do Rock

Quinta edição brasileira do festival acontece entre 13 e 22 de setembro, com estrutura maior e público reduzido em 15%

Quando o Palco Mundo do Rock in Rio 2013 abrir os trabalhos no próximo dia 13 de setembro, por volta das 17h, o público será recebido com um show pirotécnico de três minutos, acompanhado de uma trilha sonora orquestrada. Na edição anterior, dois anos atrás, o show pirotécnico era reservado apenas para o encerramento de cada noite – e ele está mantido, com cinco minutos de duração. Mas essa é apenas uma das mudanças mais básicas prometidas para este ano no festival que se estende até o dia 22. Três horas antes, os portões serão abertos levando as pessoas por uma Rock Street diferente, que este ano faz uma homenagem à Grã-Bretanha. O coreto de 2011 foi substituído por um palco que estará a apenas um metro de distância do chão, aproximando mais os artistas da plateia. “Tenho certeza de que o público vai aprovar toda a programação. Pela primeira vez, teremos uma big band, dedicada exclusivamente a composições dos Beatles”, adiantou Bruce Henri, diretor artístico da Rock Street.

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Os números do Rock in Rio

153 atrações se apresentam nos sete dias de festival: 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro.

595.000 pessoas é o público esperado para esta edição (85.000 por dia).

12 horas é o tempo médio de permanência do público na Cidade do Rock em cada dia.

4 horas foi o tempo necessário para esgotar todos os ingressos, vendidos no dia 4 de abril.

150.000 metros quadrados é o tamanho total da Cidade do Rock.

Remodelado mesmo estará o Palco Sunset, que agora recebe uma atração a mais por dia, somando catorze artistas a mais do que em 2011. “Ele foi tão bem aceito que chegamos ao ponto de passar shows para o palco principal, depois do ótimo retorno que vimos nas redes sociais”, diz a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, referindo-se à apresentação de Sepultura com Tambores do Bronx, que este ano ganha o Palco Mundo. “O Sunset cresce à medida que aumenta também a aceitação do público. Aí, começa o desafio de ter artistas de maior peso também.” Diante da importância que ganhou, portanto, a estrutura ganhará novas dimensões: serão oito metros a mais de boca de cena e uma cenografia que pesa 40 toneladas. “Será bem imponente e complexo. Com certeza, nosso maior desafio”, enfatiza Roberta.

Esse trabalho está entre os 20% que restam para deixar a Cidade do Rock pronta, faltando menos de um mês para o festival. A Eletrônica, que este ano será inspirada em uma aranha robótica, ainda não foi montada também. O palco mais adiantado é o Mundo, cuja moldura é a mais semelhante à de 2011. No parque do entorno, continuam a montanha russa e as tirolesas, assim como a roda gigante, que terá as grades da janela trocadas por acrílico para deixar o visual mais livre. O free fall passa de 15 para 40 metros de altura. O que está menor nesta edição é mesmo o público: 85.000 pessoas por dia – cerca de 15.000 a menos do que na edição anterior. A ideia, conforme o presidente Roberto Medina, é comportar todos com mais conforto e tentar reduzir as filas quilométricas que se formavam há dois anos para comprar comida, ir ao banheiro ou fazer qualquer outra coisa na Cidade do Rock.

“Estamos sempre aperfeiçoando o Rock in Rio. Quando acabar esse, já estaremos pensando no que teremos de melhorar para o próximo. Cada detalhe do festival é discutido – até um simples vaso de flor”, destaca Medina, que revela ter realizado uma vontade pessoal ao promover duas noites dedicadas ao heavy metal no Palco Mundo (nos dias 19 e 22). “É bem difícil conseguir isso. Eu queria há muito tempo.” Questionado sobre artistas que gostaria de ver tocando no Rock in Rio, escolhe U2 e Madonna. Ressalva, porém, que o grupo não toca em festivais, e a cantora não teve agenda compatível até hoje. Ele ainda diz acreditar que não são apenas as atrações que fazem do festival um sucesso. “O público vem pela experiência. O cara vem comer, namorar, beber, se encontrar, brincar na roda gigante. E isso é único”, enfatiza, calculando que a média de permanência do público na Cidade do Rock é de 12 horas.