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Rochelle, a contribuição de ‘Segundo Sol’ para o rol dos malas das novelas

Público vibra com tapa de Edgar (Caco Ciocler) na filha, a insuportável vivida por Giovanna Lancellotti, que inferniza a vida da irmã, Manu (Luisa Arraes)

A chatice não é privilégio de mocinha. Que o diga Rochelle, a insuportável digital influencer vivida por Giovanna Lancellotti em Segundo Sol, da Globo. O público festejou nas redes sociais, com posts e memes, o tapa desferido por Edgar (Caco Ciocler) na filha, no capítulo da última terça-feira. O arquiteto viu sua paciência esgotada quando a menina malvada ofendeu a ele e à mulher, Karen (Maria Luisa Mendonça), em meio à crise financeira que os Athayde enfrentam. A construtora da família está sob ameaça de falência depois do vazamento de um vídeo em que Edgar aparece subornando um deputado para obter uma licença de construção junto a duas garotas-de-programa. E também da notícia de que, após um acidente que matou um morador, um prédio erguido pela companhia corre risco de desabar.

Enquanto Karen se desespera sem saber como pagar as contas do salão, da academia e da peixaria que abastece a casa, já que o cartão de crédito foi bloqueado pelo banco diante das dívidas do clã, Rochelle se aproxima com deboche. “E como é que você fazia quando era de classe média, trabalhava em agência de viagem? Comia quentinha? Então, pronto, vamos voltar a comer quentinha. Ou será que nem dinheiro para isso a gente tem?”, diz a cocota.

“Cala a boca, malcriada, nem parece que é minha filha”, reclama Karen. “Graças a Deus, porque, se parecesse, ia ser uma tapada, histérica”, Rochelle rebate. “Às vezes parece que um demônio entrou nesse seu corpo! Sai daqui! Sai da minha frente ou sou capaz de fazer uma besteira!”, ameaça Karen, ao que Rochelle agride ainda mais a mãe. “Faz nada. Você não é capaz de nada.”

Em seguida, a mala volta a pontaria para o pai. “Como você foi casar com uma mulher como essa?” Edgar então conta que era um viciado e que Karen o deixou limpo, salvando a sua vida. “Ah, você era junkie também… Igual Manu! Cada vez mais eu acho que Manu é mais filha de vocês do que eu! Porque eu não posso ter nascido de um DNA tão ruim”, avaliou Rochelle, que na sequência levou um merecido tapa na cara.

Verdade seja dita, a chatice também não é privilégio das personagens femininas. As novelas já tiveram bofes intoleráveis como o hippie-bandido Ninho (Juliano Cazarré), de Amor à Vida, e o obcecado Laerte (Gabriel Braga Nunes), de Em Família. Sem falar no machista mal-humorado Agenor (Roberto Bonfim), que vive reclamando da vida e dando patadas na mulher, na própria Segundo Sol.

Relembre abaixo alguns dos maiores malas das novelas:

 

Rochelle, de Segundo Sol

Rochelle (Giovanna Lancellotti) atazana a irmã adotiva, Manu (Luisa Arraes). Ciumenta, fútil e metida a importante.

 

Agenor, de Segundo Sol

O bronco vivido por Roberto Bonfim: patada na mulher, Nice (Kelzy Ecard), e na filha Rosa (Letícia Colin), além de mão boba em cliente do restaurante de Cacau (Fabiula Nascimento), sua chefe. Em uma escala de insuportabilidade, não alcança Rochelle, mas, que é mala, é. Muito.

 

Sol, de América

Com direito a um forte estrabismo nas cenas mais dramáticas, Sol (Deborah Secco) dava seu reino e seu cavalo por um acesso aos Estados Unidos, em América, de Gloria Perez.

 

Luiza, de Em Família

Não é de hoje (e de Deus Salve o Rei) que público e crítica pegam no pé de Bruna Marquezine. A Luiza de Em Família, outra mimada de outra novela de Manoel Carlos, fez a atriz ser odiada.

 

Helena, de Viver a Vida

Ser Helena, a protagonista de uma novela de Manoel Carlos, pode ter sido o sonho para muitas atrizes. Mas a experiência de viver uma chata de galochas foi tão ruim para Tais Araújo que ela já disse ter se arrependido de embarcar nessa (bad) trip.

 

Maria Eduarda, de Por Amor

Pobre Gabriela Duarte. Sua carreira ficou marcada por Maria Eduarda, de Por Amor, mais uma personagem chorona, mimada e ciumenta de Manoel Carlos.

 

Paloma, de Amor à Vida

Paloma (Paolla Oliveira) era chamada carinhosamente de “Pamonha” pelo público de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco.

 

Ninho, de Amor à Vida

O hippie materialista Ninho: de olho no dinheiro farto de Paloma-Pamonha em Amor à Vida, de Walcyr Carrasco.

 

Letícia, de A Lei do Amor

Mimada pelo pai, Tião (José Mayer), e dependente do namorado, Tiago (Humberto Carrão), Letícia (Isabella Santoni) de A Lei do Amor era tão chata, mas tão chata que nem um câncer fez o público se comover com ela.