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‘Rio 2’ explora Brasil além do samba em aventura amazônica

Em evento em Londres, diretor Carlos Saldanha diz que quer proporcionar novas experiências da cultura brasileira

Rio 2, o novo filme de animação do brasileiro Carlos Saldanha, recria um festival de música e cor na floresta amazônica para exibir “a riqueza de sua cultura”, adiantou o diretor e produtor carioca, nesta sexta-feira. Saldanha apresentou em Londres uma prévia da sequência, que tem estreia prevista para março no Brasil. Na nova animação, a família das araras-azuis Blu e Jade vai se aventurar pela Amazônia em busca de suas raízes.

Criador do bem-sucedido A Era do Gelo, Saldanha disse que a motivação para escrever as aventuras dos pássaros foi o desejo de mostrar o Brasil de uma forma “universal e atrativa”. “A primeira coisa que pensei foi: o que quero mostrar ao mundo?”, explicou o cineasta de 49 anos,

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O primeiro filme da franquia, lançado em 2011, arrecadou quase 500 milhões de dólares no mundo todo, com todos os clichês turísticos da terra do samba e do Carnaval. Para Saldanha, Rio 2 apresenta novos ritmos com os quais o público está menos familiarizado, e conduz a plateia a novas experiências da cultura brasileira.

A história se baseia na aventura de Blu, Jade e seus três filhos, que saem em busca de outras araras de sua espécie que foram localizadas nas partes mais profundas da floresta, a salvo dos humanos, com a intenção de que os pequenos aprendam os seus costumes.

Dando voz à animação estão Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx e Rodrigo Santoro. À frente da produção musical, criada originalmente para o filme, está o compositor Sergio Mendes em colaboração com Carlinhos Brown, num repeteco da parceria em Rio, que rendeu a eles a indicação ao Oscar de melhor canção por Real in Rio.

Saldanha reconheceu, além disso, que não estava em seus planos fazer uma sequência de Rio. Segundo ele, enquanto trabalhava no primeiro longa, “só pensava nessa história e em fazê-la bem”. No entanto, o sucesso do primeiro filme lhe deu motivação para criar a continuação.

(Com agência EFE)