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Rijksmuseum, na Holanda, ganha nova identidade

Museu onde estão expostas importantes obras-primas de Rembrandt e Vermeer passa por reforma e divide obras por períodos históricos

Por Da Redação - 4 abr 2013, 12h36

O Rijksmuseum de Amsterdã mostrou nesta quinta-feira sua nova identidade, depois de uma década de reformas. O museu abriga obras primas do Século de Ouro holandês, entre elas pinturas de Rembrandt, Johannes Vermeer e Gabriel Metsu, artistas de uma época na qual a Holanda dominava o comércio mundial.

“O Rijksmuseum escreverá uma nova página de sua história”, afirmou o diretor do museu, Wim Pijbes. “Tudo mudou de lugar, exceto uma pintura, A Ronda Noturna“, disse, referindo-se à tela mais famosa do artista holandês Rembrandt (1606-1669). Principal atração do museu, a pintura de 3,8 metros de altura e 4,5 metros de largura tem seu próprio salão desde 1885, data na qual o Rijksmuseum se instalou no imóvel que ocupa atualmente.

A maior mudança feita no museu é que agora as obras (cerca de 8.000 peças) estão ordenadas em 80 salas, divididas por períodos históricos. Assim, as telas do jovem Rembrandt estão acompanhadas por um armário de ébano fabricado por um de seus amigos, Herman Doomer, por uma taça em forma de ostra feita por outro de seus amigos, Jan Lutma, e por um retrato do poeta Constantin Huygens, que escreveu sobre Rembrandt.

Outra mudança é que, agora, no pátio do museu encontra-se o pavilhão asiático, um moderno edifício de vidro e concreto chamado de “porta-jóias”, que abriga uma coleção de arte asiática. Antes das reformas, o Rijksmuseum recebia cerca de um milhão de visitantes por ano. Agora, poderá receber entre 1,5 e 2 milhões de visitantes por ano. O museu abre suas portas oficialmente no dia 13 de abril, na presença da rainha Beatrix da Holanda. (Com agência France-Presse)

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