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Relembre os principais livros do autor americano Philip Roth

Escritor morreu na terça-feira, aos 85 anos, por causa de uma insuficiência cardíaca

Philip Roth publicou mais de trinta livros, essencialmente romances, que marcaram a literatura contemporânea. O escritor americano morreu nesta terça, aos 85 anos, por causa de uma insuficiência cardíaca. Em mais de sessenta anos de carreira, conquistou diversos dos prêmios literários relevantes, incluindo o Prêmio Pulitzer. Não conseguiu, porém, o reconhecimento da Academia Sueca de Literatura, como o Nobel. Não é fácil nem prudente destacar títulos na obra de Roth, mas abaixo, alguns dos mais importantes traduzidos no Brasil pela Companhia das Letras:

Adeus, Columbus (1959)

O livro de estreia de Roth é composto de uma coletânea de ficções curtas, consideradas até hoje uma das suas narrativas mais bem realizadas. Entre os contos estão A Conversão dos Judeus e Eli, o Fanático. 

O Complexo de Portnoy (1969)

A narrativa do jovem advogado Alexander Portnoy conquistou o coração da crítica e do público nos Estados Unidos. O livro chegou a ocupar o primeiro lugar das principais listas de best-sellers do país. A obra acompanha o relato do protagonista no divã do seu psicanalista com muita ironia. 

O Teatro de Sabbath (1995)

O romance conta a história do sexagenário Mickey Sabbath, um artista de fantoches aposentado. Sujo e trapaceiro, o protagonista arrasta o leitor para um mundo de morte e adultério e propõe uma reflexão sobre até que ponto é possível escrever sobre o sexo.

Em 2013, Roth afirmou que O Teatro de Sabbath era o seu livro favorito de toda a carreira. “É isso o que você procura quando se é escritor. Você procura a sua própria liberdade, para perder sua inibição e mergulhar profundamente nas suas memórias, experiências e vida e então, encontrar a prosa que  vai persuadir o leitor”, afirmou em entrevista ao site americano The Wrap

Pastoral Americana (1997)

A tentativa do filho de imigrantes judeus Seymour Levov de passar um legado para a terceira geração da sua família é o tema do romance que ganhou o prêmio Pullitzer de ficção em 1998. Para contar essa história, Roth usa o alter ego do romancista Nathan Zuckerman, que também narraria Casei com um Comunista e A Marca Humana. O livro foi adaptado para o cinema em 2016 com o filme de mesmo nome dirigido e protagonizado pelo britânico Ewan McGregor .

Casei com um Comunista (1998)

Delação, traição e vingança são temas abordados na obra que conta a história de Ira Ringold, um ator de rádio que trabalhou duro para conseguir sair da infância difícil e chegar à fama. A situação fica bem diferente quando a sua esposa publica o livro Casei com um Comunista, em que revela a postura política do ator em um período em que ser adepto do comunismo era crime. 

A Marca Humana (2000)

Depois de Pastoral Americana e Casei com um Comunista, a marca humana completa a trilogia de Roth para retratar os Estados Unidos pós-II Guerra Mundial. Na obra, ele conta a história do professor universitário Coleman Silk, que é obrigado a se exonerar depois de ser acusado de racismo. A obra foi adaptada no filme Revelações (2003), com Anthony Hopkins e Nicole Kidman nos papéis principais.  

Homem Comum (2006)

Roth mostra a história de um protagonista sem nome (destacando a universalidade do personagem) desde a sua infância, até o final da vida, sempre com uma luta constante contra a própria mortalidade. A obra foi ganhadora do prêmio PEN/Faulkner de ficção em 2007.

Fantasma Sai de Cena (2007)

Velhice e mortalidade voltam a ser o tema da obra de Roth, em que o personagem Nathan Zuckerman começa a perceber uma decadência mental e física no seu corpo causada pela idade. 

Indignação (2008)

Indignação surpreendeu ao fugir da temática vista nos livros anteriores de Roth. Dessa vez, o autor conta a história de um jovem de apenas 18 anos, que começa a cursar uma faculdade longe de casa, para fugir dos olhos superprotetores do pai.

Nêmesis (2010)

O 31° livro de Roth foi a última obra escrita pelo autor, que anunciou a aposentadoria em 2012. A obra descreve a crise dos seus personagens diante de um surto de poliomelite em Newark, Nova Jersey (a cidade natal do escritor), além do embate entre o protagonista e sua própria finitude.

A bibliografia completa de Philip Roth:

– 1959: Adeus, Columbus

– 1962: Círculos da Angustia

– 1967: As Melhores Intenções

– 1969: O Complexo de Portnoy

– 1971: Our Gang (obra não traduzida no Brasil)

– 1972: O Seio

– 1973: The Great American Novel (obra não traduzida no Brasil)

– 1974: Minha Vida de Homem

– 1975: Reading Myself and Others

– 1977: O Professor de Desejo

– 1979: O Escritor Fantasma

– 1981: Zuckerman Libertado

– 1983: Lição de Anatomia

– 1985: A Orgia de Praga

– 1986: O Avesso da Vida

– 1988: Os Fatos (memórias)

– 1990: Engano

– 1991: Patrimônio (memórias)

– 1993: Operação Shylock

– 1995: Teatro de Sabbath

– 1997: Pastoral Americana

– 1998: Casei com um Comunista

– 2000: A Marca Humana

– 2001: O Animal Agonizante

– 2004: Complô Contra a América

– 2006: Homem Comum

– 2007: Fantasma Sai de Cena

– 2008: Indignação

– 2009: A Humilhação

– 2010: Nêmesis

(Com AFP)

Comentários

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  1. Carlos Aurélio

    Não é um grande escritor. Conseguiu publicar ancorado na tragédia da WWII.

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