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Red Hot Chili Peppers encerra Rock in Rio Madri em grande estilo

Eduardo Bielsa.

Madri, 7 jul (EFE).- A banda americana Red Hot Chili Peppers encerrou na noite deste sábado (data de Brasília) a terceira edição do Rock in Rio Madri, apresentando seus maiores sucessos e fazendo vibrar os milhares de fãs que se reuniram para também assistir outros artistas como Incubus e Deadmau5.

Os californianos aterrissaram na Espanha em sua melhor forma e dando sentido à denominação do festival de música que, segundo dados da organização, conseguiu reunir 180 mil presentes em seus quatro dias.

O Red Hot Chili Peppers, que retornou a Madri apenas sete meses depois do show no Palácio dos Esportes, voltou com a bateria recarregada e com ‘Monarchy of Roses’, de seu álbum ‘I’m With You’, como primeira música do show.

O último dia do evento começou com a atuação do grupo punk Gogol Bordello que, com suas raízes balcânicas, amenizou a disputa das centenas de presentes que começavam a disputar ‘a tapa’ os melhores lugares em frente ao Palco Mundo.

Com um pot-pourri de canções de seus trabalhos anteriores, como ‘Break the Spell’ e ‘Immigraniada’, os nova-iorquinos se despediram da cidade de Arganda del Rey rumo a seu próximo show em Argelès-sur-Mer (França).

Depois deles, foi a vez dos californianos do Incubus que, já de noite, apresentaram a seus fãs espanhóis seu sexto disco, ‘If Not Now, When’, editado cinco anos depois do lançamento de ‘Light Grenades’, presente também em seu show.

Seu líder, Brandon Boyd, mostrou com ‘Adolescents’, ‘Anna Molly’ e ‘Pardon Me’ porque sua banda tem um lugar no Rock in Rio, graças a sua portentosa voz e ao acompanhamento de seus músicos.

Finalmente o autêntico rock chegou ao festival de música depois de dois dias nos quais a música eletrônica se apossou do Palco Mundo com artistas internacionais como David Guetta, Calvin Harris e Swedish House of Mafia.

Com ‘Sick Sad Little World’, o Incubus abriu caminho para o destaque na última noite do festival de música, Red Hot Chili Peppers, que continuaram na esteira de rock de seus compatriotas.

Até o público sentado no gramado se levantou para receber o grupo californiano, que não apresentou suas músicas de mais sucesso como ‘Around the World’ e ‘Californication’, que vieram acompanhadas de umas imagens incomuns de vidros de pílulas nos quais se podiam ler rótulos de sentimentos como ‘felicidade’ e ‘beleza’.

Com uma mensagem em favor de trazer o amor a todo o mundo, o baixista Flea brincou com os seguidores que se amontoavam aos pés do palco.

Enquanto isso, seu companheiro e vocalista, Anthony Kiedis, com quem demonstra sempre uma grande cumplicidade, decidiu tirar seu boné para interpretar ‘Can’t Stop’, do álbum ‘By the Way’.

Após tocar os singles ‘Hard to Concentrate’, ‘Right on Time’ e ‘Under the Bridge’, o Red Hot Chili Peppers interpretou ‘Higher Ground’, escrita por Stevie Wonder.

Os californianos voltaram ao palco depois de uma breve ameaça de se despedir de seus fãs, com o baterista ‘Chade’ Smith vestindo a camisa da seleção espanhola, que recentemente conquistou a Eurocopa.

Além disso, Kiedis, mostrando seu físico e demonstrando que os anos parecem não passar para ele, decidiu retomar o show com a música ‘Suck My Kiss’.

Após ‘Ethiopia’ e ‘Give It Away’, o Red Hot Chili Peppers, destaque indiscutível do encerramento do Rock in Rio, deixou a cidade do rock, iluminada por fogos de artifício, para abrir passagem para a música eletrônica de Deadmau5.

O canadense coroou a edição madrilena do evento, na qual ‘a música é só a desculpa’, onde o público pôde desfrutar de distrações tão díspares como uma tirolesa, um castelo inflável, um karaokê e uma tenda VIP com especialistas em dermoestética.

O Rock in Rio se despede assim de Madri com a atenção voltada para o próximo ano, onde o festival de música criado por Roberto Medina aterrissará de novo no Rio de Janeiro e como novidade, na capital da Argentina, Buenos Aires. EFE