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Prefeitura do Rio quer reduzir blocos no Carnaval de 2014

Eduardo Paes disse que a zona sul da cidade ficou saturada de foliões este ano

Os 492 blocos que desfilaram pelas ruas do Rio de Janeiro no Carnaval de rua deste ano deixaram a cidade saturada, principalmente o Centro e a Zona Sul. Essa é a avaliação do prefeito Eduardo Paes, que já pediu para a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) estudar uma forma de reduzir o número de blocos para o Carnaval de 2014. Importantes vias, como a Avenida Vieira Souto, em Ipanema, foram parcial ou totalmente interditadas durante boa parte do dia, complicando o trânsito. O grande acúmulo de lixo também preocupa.

“Não tem mais como crescer. Este ano, tivemos um número excessivo de foliões e uma forte concentração na zona sul da cidade”, destacou Paes, em entrevista ao jornal RJTV, da Rede Globo. Além de Ipanema, ele cita Leblon, Flamengo e Laranjeiras como as regiões mais problemáticas. Segundo o prefeito, uma das soluções pode ser impedir alguns desfiles. Todos os blocos precisam de autorização da prefeitura para desfilar, e este ano, 91 pedidos foram indeferidos. No próximo, esse número pode aumentar. “Sabemos que um ou outro bloco tem características essencialmente comerciais”, justificou o prefeito, considerando, porém, positivo o saldo da folia deste ano.

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O número de blocos autorizados para desfilar na cidade oscila de ano a ano. No Carnaval de 2013, houve um crescimento na comparação com 2012, quando 425 receberam autorização da prefeitura. Naquele ano, o número foi menor do que os 465 que saíram pela capital em 2011. Já em 2010, eram 461.

Blocos – A Sebastiana – associação independente que reúne 12 blocos da Zona Sul, Santa Teresa e Centro – posicionou-se contrária ao corte no número de desfiles para 2014. Para a presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, é fundamental “pensar o Carnaval” com antecedência. “O Carnaval de rua cresceu demais, trazendo inúmeros benefícios para a cidade, mas também problemas. O planejamento da prefeitura tem que ser antecipado, não pode ser feito perto do fim do ano, quando se começa a pensar em Carnaval no Rio”, disse, ao site de VEJA.

Ainda de acordo com Rita, o Carnaval de Olinda, em Pernambuco, é um bom exemplo a ser seguido. “Em Olinda, sentam na mesma mesa sociedade civil, poder público e organizadores de blocos, que têm a vivência do Carnaval. O Rio tem que encarar que o Carnaval veio para ficar e é enorme mesmo.”

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