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‘Poucos sonharam tão intensamente’, diz Dilma Rousseff

Para presidente, 'Brasil perdeu um dos seus gênios'. Rio decretou luto de 3 dias

Por Da Redação - 5 dez 2012, 22h01

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota na noite desta quarta-feira a respeito da morte de Oscar Niemeyer, morto aos 104 anos, no Rio de Janeiro. “‘A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem’, dizia Oscar Niemeyer, o grande brasileiro que perdemos hoje. E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele”, afirma Dilma no texto. Para a presidente, “o Brasil perdeu um dos seus gênios” e a vida do arquiteto merece ser saudada no momento da sua morte.

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabaral, decretou luto oficial de três dias. O mesmo fez o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que chegou ao Hospital Samaritano pouco após o anúncio da morte de Niemeyer. Disse que estava triste e destacou o otimismo que sempre acompanhou o arquiteto. “Perdemos um grande brasileiro que acreditou na vida até o fim. Ninguém amou mais a vida do que ele”, disse Paes. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, também passou pelo hospital e afirmou se sentir orgulhoso e agradecido por sua cidade abrigar tantas obras do arquiteto, entre elas o icônico Museu de Arte Contemporânea (MAC). “Hoje é um dia triste para o mundo, para Niterói e para mim”, disse, emocionado.

Leia a íntegra da nota da presidente Dilma:

“‘A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem’, dizia Oscar Niemeyer, o grande brasileiro que perdemos hoje. E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele.

A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva.

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Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. ‘Minha posição diante do mundo é de invariável revolta’, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram.

Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança.

O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida.”

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(Com reportagem de Léo Pinheiro)

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