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Pouco criativo, ‘SuperStar’ só ousa no decote de Fernanda Lima

Bandas do reality continuaram a abusar de covers, enquanto apresentadores salvaram seus favoritos em noite sem emoções

Restam apenas dois episódios para o fim desta temporada do SuperStar. Marcado por derrotas de audiência para Silvio Santos e falhas técnicas, o reality parece que levará consigo outro estigma: o da falta de criatividade. Neste domingo, os concorrentes da atração escolheram o caminho confortável e seguro do cover de músicas famosas – trilha não tão satisfatória como esperada -, enquanto os jurados continuaram a abusar dos clichês e a elogiar seus favoritos. Por fim, a maior ousadia da noite foi o decote avantajado da apresentadora Fernanda Lima.

Dentre as nove bandas que se apresentaram, cinco usaram composições conhecidas. Entre elas a Versalle, que fez um cover mesclado das canções No One Knows, do Queens of the Stone Age, com Que País É Esse?, do Legião Urbana. Sem empolgar, o grupo de roqueiros do Roraima conseguiu 57% dos votos do público, numeração que o deixou na sétima posição – apenas uma acima dos eliminados. Até que a bondosa Sandy alegou “estratégia”, e deu 7% ao grupo, decisão que o elevou ao sexto lugar, com 64% de pontuação.

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O grupo Devir também elegeu o cover ao entoar Segue o Som, de Vanessa da Mata, e O Tempo que Passou, de Flavinho Raggaman. O resultado foi suficiente, mas não satisfatório. A banda quase foi eliminada com 61% de aprovação, ficando em sétimo lugar.

Os Gonzagas voltaram a tocar Gonzaguinha, com Lindo Lago de Amor, porém, com um elemento surpresa: o forró se mesclou ao clássico do rock Smoke On the Water, do Deep Purple. Apesar da tentativa de sair do comum, o híbrido não entrou para a lista de melhores apresentações do grupo de forrozeiros, mas conseguiu 64% dos votos, o que salvou a banda da eliminação, terminando em quinto lugar. Outro que apostou em uma canção famosa foi o Serial Funkers que cantou Noite do Prazer, de Cláudio Zoli, e conquistou 65% dos votos, ficando em quarto lugar.

Os poucos que ousaram sair da zona de conforto alcançaram resultados mais interessantes. A dupla Lucas e Orelha, o Claudinho e Bochecha da nova geração, mostrou que está alinhada com o gosto do espectador e do jurado Thiaguinho. Após entoarem a autoral Preta Perfeita, um funk romântico, os rapazes tiveram 66% de votos dos espectadores e terminaram em terceiro lugar. Por fim, ainda rolou uma palinha de Thiaguinho, que arriscou cantar o refrão da canção. Em um raro momento de bom comentário, ele destacou a importância da criatividade da dupla: “Fica evidente o que vocês pensam sobre música”.

Paulo Ricardo também alisou o ego de um de seus protegidos. “O gosto pessoal prevaleceu e vou dar a eles meus 7%”, disse o cantor sobre a Scalene, grupo que fechou a noite em segundo lugar com 67% dos votos, ao apresentar a canção própria Nós > Eles.

Disparado líder da noite com 81%, Dois Africanos recorreu ao cover, mas com uma nova roupagem. A banda misturou o rap autoral e em francês Street Dreams com o hip hop de Am I Wrong, pouco conhecido no Brasil, da dupla norueguesa Nico & Vinz.

Entre os dois grupos eliminados, o último colocado, Dona Zaíra, teve apenas 54% de votos do público após misturarem Coração Bobo, de Alceu Valença, com Praieira, de Chico Science. Big Time Orchestra, antes criticada pela falta de canções próprias, tocou uma composição autoral, a fraca Buraco da Camiseta. O grupo também conquistou apenas 54% dos votos e saiu da competição. Na próxima fase, batizada de Top 7, apenas quatro grupos serão aprovados para a final, deixando três eliminados para trás.