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Para Sting, líderes são “covardes” ao enfrentarem crise de refugiados

Em show em Atenas, ex-líder do The Police diz que política americana de separação das crianças de seus pais na fronteira é ´brutal e cruel´

O cantor e ator britânico Sting chamou líderes mundiais de “meio homens e covardes” neste sábado (23) devido à falta de capacidade de resolver a crise dos refugiados. Líderes europeus estão reunidos neste final de semana em Viena justamente para tratar de uma política imigratória mais efetiva da União Europeia.

“Graças a Deus pela Grécia, porque vocês têm mostrado como se faz. Vocês mostraram como se tratam os refugiados, quando outras pessoas estão construindo muros. Quando crianças são tiradas das suas mães e colocadas em jaulas, vocês estão agindo com compaixão, generosidade e bom senso”, afirmou Sting, durante evento da Anistia Internacional em Atenas, referindo-se especialmente às iniciativas dos Estados Unidos.

“Pois os nossos chamados líderes, um desfile triste de meio homens, covardes, não têm a solução. Mais uma vez a Grécia nos mostra como é ser civilizado”, completou do ex-líder da banda The Police, que está em turnê mundial.

Quase 1 milhão de refugiados foram recebidos pela Grécia em 2015, quando o país lidava com uma grave crise financeira. A maioria deles vinha da Síria, em uma desesperada fuga da guerra civil em botes e embarcações precárias.

Sting disse à imprensa considerar a política de tolerância zero à imigração, adotada pelo governo de Donald Trump desde abril e que prevê a separação de menores de idade de seus familiares, é  “brutal” e “cruel”.

Na última quarta-feria, Trump assinou decreto para suspender a separação das famílias e determinar o reagrupamento das crianças e seus pais depois das reações interna e no exterior às imagens de menores de idade presos em jaulas em instalações improvisadas na região de fronteira. Mas seu governo ainda não esclareceu como vai adotar a medida.

O encontro informal sobre a política migratória europeia, deste domingo, será marcado pela ausência de quatro países do Leste europeu decididos a manter suas fronteiras fechadas aos refugiados. A chanceler alemã, Angela Merkel, minimizou as expectativas sobre um acordo sobre o tema.  A questão imigratória é atualmente a que mais divide os países europeus e uma das que ameaçam o governo alemão.