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Para além de ‘Game of Thrones’: cinco séries do Emmy que vão te conquistar

Seja por atuações magníficas ou por cenários que parecem de cinema, dramas desta temporada valem a maratona

Aquela série que até quem não viu já conhece e está cansado de saber de suas brigas pelo trono de ferro, Game of Thrones lidera as indicações ao Emmy 2018, que acontece na próxima segunda-feira, 17. Mas, para além do fenômeno da HBO, a premiação reconheceu outras produções que se destacaram no último ano na televisão americana e que valem a pena. Abaixo, cinco seriados dramáticos – tem faroeste, distopia e também suspense histórico – que podem ser sua próxima maratona:

 

The Handmaid’s Tale

Vencedora do Emmy no ano passado, a série foi novamente indicada por sua segunda temporada. A produção se passa em um futuro próximo em que os índices de natalidade caíram vertiginosamente. Para perpetuar a espécie, algumas mulheres férteis são transformadas em aias, na verdade escravas sexuais, enquanto perdem direitos políticos e civis – são proibidas de ler e escrever, por exemplo. Nesta segunda temporada, o público finalmente é apresentado às temidas Colônias, o lugar para onde são levados os rebeldes do regime, e vê um outro lado de Serena (Yvonne Strahovski). O seriado, exibido no Brasil pelo canal pago Paramount Channel, não poupa o público de imagens fortes, como cenas de tortura, o que às vezes parece excessivo, mas sua mensagem é poderosa e necessária. Além de ser boa televisão, faz refletir.

Indicações: melhor série dramática, atriz em série dramática (Elizabeth Moss), atriz coadjuvante em série dramática (Ann Dowd, Yvonne Strahovski e Alexis Bledel), ator coadjuvante em série dramática (Joseph Fiennes), atriz convidada em série dramática (Kelly Jenrette, Cherry Jones), direção de série dramática, roteiro de série dramática, elenco de série dramática.


Godless

A minissérie se passa no Velho Oeste, em uma cidade habitada majoritariamente por mulheres, crianças e idosos – os homens adultos foram mortos em um acidente em uma mina. É para lá que vai um perigosíssimo fora da lei, junto com sua gangue, procurando um desertor que ele havia criado como filho e que era seu protegido. Com produção executiva de Steven Soderberg, a série, disponível na Netflix, é uma belíssima homenagem aos filmes de faroeste — e às vezes parece, mesmo, um longa, não um seriado —, com fotografia digna de cinema, personagens cativantes e atores do porte de Jeff Daniels (The Newsroom e A Lula e a Baleia) e Michelle Dockery (Downton Abbey) em interpretações acertadas.

Indicações: melhor série limitada, atriz em série limitada (Michelle Dockery), atriz coadjuvante em série limitada (Merritt Wever), ator coadjuvante em série limitada (Jeff Daniels), direção de série limitada, roteiro de série limitada, elenco de série limitada.


Killing Eve

Na série criada por Phoebe Waller-Bridge (Fleabag, Crashing), nome em ascensão na televisão britânica, uma assassina de aluguel intriga uma agente do serviço britânico de inteligência que, por sua vez, também vira a obsessão da criminosa. As duas, então, começam uma caçada uma pela outra. Inspirada em quatro novelas publicadas em formato e-book pelo escritor Luke Jennings, a produção, ainda indisponível no Brasil, se apoia em um gênero batido e não foge de alguns clichês, mas faz isso com personagens bem construídos e um humor sarcástico que dá leveza a um seriado cheio de mortes. O principal ponto a favor de Killing Eve, porém, são suas protagonistas, Eve (Sandra Oh, que fez história ao se tornar a primeira atriz de origem asiática a ser indicada ao prêmio de melhor atriz em série dramática no Emmy) e Villanelle (a pouco conhecida Jodie Comer, de Rillington Place e Doctor Foster): engraçadas, inteligentes e charmosas – ainda que uma delas seja uma assassina com muito mais do que meras pitadas de psicopatia.

Indicações: melhor atriz em série dramática (Sandra Oh) e melhor roteiro em série dramática.


Patrick Melrose

Que Benedict Cumberbatch é um bom ator não existem dúvidas. Porém, em Patrick Melrose, o britânico conhecido pelo papel de Sherlock Holmes e Doutor Estranho alcança um novo patamar ao dar vida ao personagem do título, um homem da alta-sociedade, completamente traumatizado pela relação de abusos com o pai, e descaso da mãe, que acaba viciado em todas as drogas disponíveis à sua frente. Os cinco episódios da minissérie são inspirados nos livros assinados por Edward St. Aubyn (publicados no Brasil pela Companhia das Letras), com cunho semiautobiográfico. O roteiro é cômico e dramático ao mesmo tempo e o elenco estrelado segue a boa atuação do protagonista. Infelizmente, a série ainda não chegou ao Brasil. Rumores afirmam que ela deve entrar na HBO no futuro, informação que o canal ainda não confirma.

Indicações: melhor série limitada, ator em série limitada (Benedict Cumberbatch), direção de série limitada, roteiro de série limitada e elenco de série limitada.


The Alienist

Na Nova York do fim do século XIX, um alienista – como era chamado o médico que tratava de pessoas com doenças mentais – fica intrigado com o caso de um jovem que aparece assassinado brutalmente em uma ponte, vestido como uma menina, e começa a investigar, com um ilustrador de jornal e a secretária do comissário da polícia. Aos poucos eles descobrem que não se trata de um caso isolado. A série da Netflix, que tem produção executiva de Cary Fukunaga (de True Detective), de maneira alguma inventa a roda: é um bom e velho suspense com um assassino impiedoso. Mas atrai por seu comentário social ao mostrar uma Nova York sujinha e corrupta, corroída pela desigualdade social, e por sua eficiência ao construir um mistério. Apesar de ter sido concebida como minissérie, a boa receptividade entre o público fez com que fosse renovada para uma segunda temporada.

Indicação: melhor série limitada.