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Paolla Oliveira, o Capitão Nascimento de saia

Atriz conta a experiência de viver a policial e lutadora Jeiza de 'A Força do Querer' e revela que recebe pedidos dos espectadores para prender a rival Bibi

Por Marcelo Marthe - Atualizado em 10 dez 2018, 09h24 - Publicado em 26 ago 2017, 09h00

Em reportagem sobre o bom momento atual das novelas, na edição de VEJA desta semana, a atriz Paolla Oliveira conta como é viver a policial e lutadora Jeiza, um dos destaques da novela das 9, A Força do Querer. Paolla relembra um episódio que ilustra o apelo da personagem: ao descer da viatura com o figurino de policial de Jeiza, os passantes começaram a gritar ao seu redor, sem fazer distinção entre a atriz e sua persona fardada. Paolla entrou no jogo. “Quem vocês querem que eu prenda?”, pergunta, num intervalo da gravação realizada pela Globo no bairro carioca do Leme. As respostas são inflamadas: “Bibi e Rubinho”, “eles não merecem perdão”, “Bibi é idiota de entrar na onda do marido”. O assédio caloroso do público, nesse episódio de semanas atrás, atesta o sucesso alcançado pela trama das 9 de Gloria Perez: com ibope não raro na casa respeitável dos 40 pontos, A Força do Querer é a novela brasileira de melhor desempenho em quatro anos.

Nas cinco novelas no ar, a única autora veterana é Gloria Perez. Mas seu estilo popularesco também se renovou, como se constata no perfil ousado das três protagonistas de A Força do Querer. Com Ritinha, a ousadia é apresentar uma mocinha de sexualidade livre. Bibi Perigosa, como os anti-heróis de séries americanas, dramatiza as escolhas morais que podem levar uma pessoa a princípio honesta e pacífica à perdição. A inovação maior está em Jeiza. A policial e lutadora vivida por Paolla Oliveira põe em circulação um tipo que sacode a imagem de chata das mocinhas: a super-heroína que prende a bandidagem e soca rivais no hexágono. É um Capitão Nascimento de saia. “Ela poderia ser sobrinha dele, né?”, diz Paolla. Para encarnar o novo pilar da moral nativa, Paolla fez aulas de jiu-jítsu e uma imersão num quartel da PM carioca. “Desculpe o atrasinho, é que machuquei meu pé e estou andando como uma lesma. Machucados são comuns agora”, disse ela quando concedeu entrevista a VEJA. Não, o acidente não aconteceu no ringue nem nos morros cariocas: “Estava dançando salsa numa cena e chutei o tripé da câmera”. A novela se reinventou, mas não perdeu seu antigo rebolado.

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