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Os quadros mais marcantes de Gugu Liberato na TV

Ícone dos anos 90, apresentador marcou uma geração com peripécias inesquecíveis, como o 'Táxi do Gugu' e a controversa 'Banheira do Gugu'

Por João Batista Jr. - Atualizado em 22 nov 2019, 21h48 - Publicado em 22 nov 2019, 21h21

A triste notícia da morte do apresentador e empresário Gugu Liberato pegou os fãs de surpresa. Ele sofreu uma queda de quatro metros do sótão de sua residência em Orlando, Estados Unidos e bateu a cabeça na quina de um móvel. O jornalista teve morte confirmada pela família na noite desta sexta-feira, 22.

Antônio Augusto de Moraes Liberato, conhecido como Gugu pelos brasileiros, nasceu em São Paulo, no dia 10 de abril de 1959. Filho de imigrantes portugueses, um caminhoneiro e uma vendedora de roupas, Gugu começou a trabalhar aos 12 anos de idade como office-boy de uma imobiliária. Foi coroinha e auxiliar de escritório enquanto sonhava com uma oportunidade na televisão, onde estreou em 1973, aos 14 anos.

Para relembrar a sua trajetória de sucesso, VEJA separou cinco quadros marcantes do apresentador nesses 46 anos de carreira. Confira:

Banheira do Gugu

O dominical Domingo Legal chegou a marcar 46 pontos de audiência em 1996, graças sobretudo ao quadro Banheira do Gugu. O apresentador levava os artistas em alta no momento, como os cantores Daniel, Dinho (Mamonas Assassinas), Alexandre Pires, Salgadinho, Vavá, Junior Lima e Waguinho para disputar contra mulheres seminuas quem pegava mais sabonetes dentro de uma banheira. As principais musas da banheira: Núbia Oliver, Mari Alexandre, Cristina Mortágua, Luiza Ambiel e Solange Gomes. Alessandra Scatena pegava os sabonetes que caíam para fora da banheira. Luiza ficou conhecidas pelas chaves de braço e de perna desferidas para impedir os competidores a não conseguir pegar os sabonetes. Era comum, no rala e rola, aparecer parte dos seios durante o horário do almoço. Outros tempos.

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Luiza Ambiel e Alexandre Pires na Banheira do Gugu: outros tempos Reprodução/VEJA

Gugu na Minha Casa

Era um dos quadros mais animados e consistia em ser uma gincana simples dentro da casa de famosos, uma chance de audiência conhecer mansões de figuras como Zezé di Camargo, Xuxa, Sheilla Melo, Daniel e assim por diante. Gugu perguntava se o artista e sua família tinham algum item aleatório – exemplos: copo azul, sabão em pó líquido, papel sulfite. Quem tivesse, ganhava prêmios em dinheiro. O sucesso da atração fez Gugu colocar no mercado o jogo de nome Gugu na Minha Casa, vendido nas Lojas do Gugu.

Gugu na casa de Roberta Miranda: gincana para encontrar itens como copos, leite… Reprodução/VEJA

Táxi do Gugu

Muito popular e bastante copiado pela concorrência, a atração mostrava Gugu Liberato disfarçado de taxista para pregar peças em passageiros. Ele se disfarçava com bonés, barbas, barrigas falsas, pintava o cabelo… A preparação para encarnar o taxista, por si só, era uma tração a parte. Uma vez com o taxímetro ligado, corria as ruas de São Paulo pregando peças em clientes, como estragar o bolo de aniversário de crianças, soltar pum na frente de senhoras e assim por diante.

Gugu em um de seus disfarces: quadro copiado pela concorrência Reprodução/VEJA

Prova da Bixiga

Parte mais óbvia das gincanas que promovia, mas de forte apelo entre as crianças, consistia estourar bexigas no colo alheio. Quem estourasse mais e em menos tempo vencia.

A princesa e o Plebeu

Uma menina humilde era selecionada para tomar um banho de loja e vivenciar um dia de regalias. Netinho de Paula, então em alta no mundo artístico, pegava a selecionada de limusine na porta de sua casa. Servia champanhe, levava ao salão de beleza e butique de roupas. A atração era longa, muitas vezes durava mais de uma hora. Motivo: registrava altos índices de audiência.

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Prova do Bicho

O quadro mostrava a tentativa de se descobrir qual animal estava do outro lado da parede, apenas tateando o animal –  poderia ser um coelho, uma aranha, uma barata, um cachorro. Causava risos e repulsa.

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