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Os bastidores do Carnegie Hall, a maior casa de concertos do mundo

A instituição equilibra sua agenda de shows e concertos com programas educativos destinados a levar a música a todos

Alejandro Lombo, de 16 anos, queria trabalhar com medicina esportiva. Quando a escola em que estuda lhe pe­di­u que escolhesse um instrumento para as aulas de música, ele optou pela flauta por motivos mais práticos que vocacionais. “É pequena e leve. Não teria problemas em carregá-la”, admite. Mas o ensino musical acabou desviando o rapaz de lesões e membros torcidos. Lombo foi um dos 120 estudantes americanos recentemente selecionados para integrar a Orquestra Jovem dos Estados Unidos, um grupo sinfônico amador criado pelo Carnegie Hall, a lendária casa de espetáculos de Nova York. Durante os meses de junho e julho, esses jovens, com idade entre 16 e 19 anos, fizeram residência no câmpus da Universidade de Purchase, no Estado de Nova York, e excursionaram por cidades das costas leste e oeste, ao lado do regente David Robertson e do violinista Gil Shaham. “Quero adotar a música como profissão”, diz Lombo, fã do flautista suíço Emmanuel Pahud, titular absoluto da Filarmônica de Berlim. A criação de uma orquestra juvenil foi um passo importante (não o único) no processo de renovação do Carnegie Hall. Desde 2005, quando o inglês Clive Gillinson assumiu a presidência da instituição, o tradicional programa de shows e concertos – 250 apresentações por ano, divididas entre três salas – equilibra-se com programas sociais e educacionais.

O Carnegie Hall é considerado uma casa consagradora: erudito ou pop, o artista que se apresenta lá pode se proclamar um expoente de seu gênero. O concerto de fundação, em 1891, foi regido pelo maestro alemão Walter Dam­rosch (1862-1950) e pelo compositor russo Piotr Tchaikovsky (1840-1893). E o teatro que hoje procura seu lado “social” nasceu em um gesto de filantropia: sua construção foi bancada pelo industrial Andrew Carnegie (1835-1919) como uma espécie de presente para Nova York. Clive Gillinson, o responsável pela nova face do Carnegie, fez proezas com a Sinfônica de Londres, onde se iniciou como violoncelista. Em 1984, ele assumiu a direção da orquestra, que passava pela pior crise financeira de sua história. Saneou as finanças, montou programas educacionais, criou um selo para o lançamento de discos – o LSO Live – e ainda adquiriu e reformou a igreja de St. Luke’s, no centro de Londres, onde a orquestra agora faz pequenos eventos musicais para a comunidade.

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